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Greve da USP é suspensa após acordo sobre gratificações

Servidores técnicos e administrativos chegam a um consenso com a reitoria

João Pereira24 de abril de 2026 às 21:45
Greve da USP é suspensa após acordo sobre gratificações

Os servidores técnicos e administrativos da Universidade de São Paulo (USP) suspenderam a greve que durou 10 dias, após um entendimento alcançado com a reitoria da instituição e o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp). A paralisação teve início no dia 14, motivada pela busca de isonomia nas gratificações recebidas, similar às dos docentes.

A USP comprometeu-se a igualar os valores das gratificações entre as duas categorias. Contudo, o pagamento das gratificações está condicionado ao envio de uma proposta estruturada que deverá ser avaliada pelos órgãos técnicos da Universidade, sem uma data definida para sua implementação.

Além disso, foi acordado que será formalizado um abono para as horas não trabalhadas durante feriados e recessos, conhecidos como 'pontes'. Os representantes também avançaram nas discussões sobre os trabalhadores terceirizados, prometendo buscar alternativas que garantam condições de deslocamento semelhantes às concedidas aos servidores da USP, incluindo gratuidade no transporte dentro do campus.

Servidores da USP suspenderam greve após acordo sobre gratificações.

Paralisação estudantil continua

Enquanto isso, os estudantes da USP mantêm suas reivindicações e seguem em greve desde 16 de abril, protestando contra os cortes no programa de bolsas, a escassez de moradias estudantis e a interrupção no fornecimento de água. Após uma reunião com a reitoria, foi agendada uma mesa de negociação para a próxima terça-feira, dia 28.

Vale destacar que a USP revogou uma portaria que restringia o uso de espaços cedidos aos centros acadêmicos pela Universidade, que impedia o comércio e a sublocação. Essa mudança foi um dos principais fatores que motivaram a mobilização dos estudantes neste momento.

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