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Educação
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Educação: Lula sanciona Plano Nacional e critica escolas cívico-militares

Novo plano destaca ampliação de investimentos e inclusão educacional

Gabriel Azevedo14 de abril de 2026 às 20:00
Educação: Lula sanciona Plano Nacional e critica escolas cívico-militares

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o Plano Nacional de Educação (PNE) nesta terça-feira (14), destacando que a expansão de escolas cívico-militares não é necessária para a educação pública no Brasil.

Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, Lula descreveu o PNE como uma 'obra-prima' e enfatizou o compromisso do governo em implementá-lo ao longo da próxima década, pedindo à sociedade que assuma a responsabilidade pelo cumprimento das metas.

Objetivos e Metas do PNE

O plano estabelece 19 objetivos, que serão monitorados a cada dois anos, envolvendo educação infantil, alfabetização e ensinos fundamental e médio. Ademais, aborda a educação integral, inclusiva, profissional e tecnológica, e a estrutura da educação básica.

O governo planeja aumentar o investimento público em educação de 5,5% para 10% do PIB até 2036.

Entre as metas, está a universalização da pré-escola em até dois anos, garantindo 100% de vagas em creches e alfabetizando todas as crianças até o final do segundo ano do ensino fundamental. O plano também visa a ampliação da jornada escolar para ao menos sete horas diárias.

Desafios e Críticas

Lula ressaltou a necessidade de fiscalizar a execução das políticas educacionais, ressaltando que 'nunca houve muita vontade com a educação neste país'. Ele ainda mencionou o desafio de motivar crianças e jovens a valorizarem a educação.

"

Convencer uma criança ou um adolescente a estudar é uma de nossas responsabilidades

Luiz Inácio Lula da Silva

O presidente também criticou a visão elitista sobre a educação, que rejeita a ideia de que ela deve ser acessível a todos, independentemente de sua origem.

Lula apelou para que a sociedade reaja contra as violações de direitos na educação.

No ensino médio e técnico, o PNE prevê que a educação profissional alcance 50% dos estudantes, além da universalização da internet em todas as escolas públicas.

Apoio e Validação

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, reforçou a importância do plano, afirmando que ele é o mais eficaz já criado, focando em equidade e qualidade, com objetivos voltados à educação inclusiva e diversificada.

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