Projeto Marés impulsiona pesca artesanal na baía de Guanabara
Com mudanças na comercialização, pescadores conquistam autonomia

Neste 29 de junho, Dia Nacional do Pescador, a comunidade de Pacobaíba, localizada na baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, encontra razões para comemorar. Através do Projeto Marés, os pescadores locais eliminaram intermediários e agora conseguem comercializar diretamente até 21 toneladas de peixe mensalmente, beneficiando programas de merenda escolar e distribuindo seus produtos na Ceasa.
Michel Theóphilo, presidente da Associação Livre de Pescadores Artesanais de Guia de Pacobaíba (Alpagp), compartilha que as parcerias estabelecidas com o Instituto Marés transformaram a rotina dos pescadores. A Alpagp, fundada em 2003 após um acidente ambiental, busca melhorar as condições de vida dos pescadores localmente.
Histórico e desafios enfrentados
O desenvolvimento começou após um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o Ministério Público Federal e a Chevron, seguido pela supervisão da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e do Ibama. O TAC foi um esforço para mitigar os danos causados por derramamentos de óleo em 2011 e 2012, visando proteger a biodiversidade costeira e promover a pesca sustentável.
Desde que a Petrorio assumiu a área em 2019, as promessas do TAC continuam a ser executadas, e o Instituto Marés foi escolhido para liderar o Projeto Marés de Pacobaíba.
✨ Com o projeto, a Alpagp registrou mais de 600 famílias de pescadores e atualmente opera com cerca de 400 pescadores ativos.
O projeto promoveu melhorias significativas, como a aquisição de um caminhão frigorífico e a modernização das instalações da associação. Desde a implementação, a renda dos pescadores aumentou em cerca de 40%, permitindo que mais pessoas se dediquem novamente à atividade pesqueira.
Futuro da pesca artesanal
Apesar das melhorias, Michel destaca o desafio de atrair novos talentos para a pesca, com muitos filhos de pescadores hesitando em seguir a tradição. O Instituto Marés criou um plano de negócios voltado para a sustentabilidade financeira, que inclui a formalização e o desenvolvimento de ferramentas de gestão para conquistar novos mercados.
A presidente do instituto, Maria Rita Olyntho Machado, ressalta que, com o suporte do projeto, a comunidade já vendeu mais pescado, a preços melhores, e está se preparando para expandir suas atividades, incluindo o processamento de peixe para aumentar a lucratividade.
Além dos principais produtos que incluem corvina e tainha, a pesca artesanal local também tem atraído a captura de robalo e pescada amarela, cujos estoques são mais raros, agregando valor à atividade pesqueira na região.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de Brasil

Governo investe R$ 200 milhões em combate ao crime na Amazônia
Iniciativa visa conter facções criminosas e crimes ambientais na região.

Projeto de lei sobre minerais críticos gera polêmica entre especialistas
Novo marco legal sobre terras raras é aprovado, mas falta ambição.

Rodízio e transporte especial em SP para jogo da Seleção Brasileira
Medidas garantem fluxo viário em dia de decisão da Copa do Mundo

Copa do Mundo: Brasil e Japão jogam enquanto relação comercial cresce
Parceria no agronegócio fortalece laços históricos entre os dois países





