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Brasil
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São Paulo suspende créditos consignados com banco investigado

Digimais é alvo de investigação da Polícia Federal

Gabriel Rodrigues17 de julho de 2026 às 18:20
São Paulo suspende créditos consignados com banco investigado

O governo do estado de São Paulo anunciou a suspensão da contratação de novos empréstimos consignados com o banco Digimais. Essa decisão vem em decorrência de uma investigação da Polícia Federal que apura supostos crimes financeiros relacionados à instituição.

A suspensão foi implementada em 29 de junho, logo após uma operação da PF que resultou no bloqueio de R$ 670 milhões das contas do Digimais. O banco, ligado ao bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal, é acusado de gestão fraudulenta e inserção de dados falsos em relatórios contábeis.

As fraudes investigadas podem acarretar um rombo de R$ 12 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos, que será responsável por ressarcir os clientes prejudicados.

Em 2023, a administração de Tarcísio de Freitas (Republicanos-RJ) havia autorizado que policiais militares solicitassem empréstimos ao Digimais. Essa decisão ocorreu após a Secretaria da Fazenda do Governo Federal ter negado um pedido de credenciamento do banco ao Sistema de Consignação em Folha de Pagamento do estado, por falta de conformidade com normas estabelecidas.

A abertura do inquérito pela PF foi precedida por uma notificação do Banco Central divulgada em maio. Enquanto as investigações estão em andamento, o banco Digimais se defende das denúncias, alegando que as acusações são infundadas e sem qualquer base documental.

Contexto

O banco Digimais é um dos principais símbolos do setor de crédito consignado no Brasil, no entanto, a sua associação com escândalos financeiros levanta preocupações sobre a segurança dos investimentos e a proteção dos consumidores.

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