São Paulo registra crescimento no mercado de trabalho formal em maio
Agropecuária mostra recuperação, apesar de queda no total de trabalhadores

O mercado de trabalho formal no estado de São Paulo apresentou um crescimento contínuo em maio de 2026, atingindo um total de 14,66 milhões de vínculos ativos, um aumento de 1,5% em comparação ao mesmo mês do ano anterior.
O relatório elaborado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), utilizando dados do Novo Caged, mostra que as contratações no setor agropecuário também despertaram interesse, mesmo com uma diminuição no número total de empregos em relação a 2025.
Cenário Setorial Variado
Os setores que mais contribuíram para esse desempenho positivo foram a construção, com um crescimento de 2,8%, os serviços que avançaram 2,2%, e o comércio, que viu um aumento de 1,1%. Por outro lado, a indústria teve uma leve retração de 0,01%, enquanto a agropecuária enfrentou uma redução de 3,7% no total de trabalhadores durante os últimos doze meses.
✨ Apesar da queda anual na agropecuária, o saldo de contratações em maio foi positivo, com 4.553 novas vagas sendo abertas.
Em termos de admissões, o setor registrou 22.521 novas contratações contra 17.968 desligamentos. Embora esses números representem uma diminuição de 6,5% nas admissões em comparação a maio do ano passado, a agropecuária ainda ficou em segundo lugar na geração de empregos, atrás apenas dos serviços, que criaram 15.063 novos postos.
Impacto das Colheitas
O bom desempenho da agropecuária foi impulsionado principalmente pelas atividades relacionadas à colheita, com destaque para o cultivo de laranja, que gerou um saldo de 2.499 vagas. No entanto, esse número representou uma queda de 12,7% em relação ao ano anterior. O cultivo de café também teve um impacto positivo, adicionando 1.658 novos postos, com uma alta de 10,8% em relação ao mesmo período do ano passado.
Por outro lado, algumas atividades enfrentaram desafios, como os serviços de preparação de terreno e cultivo, que perderam 1.150 empregos. Também houve perdas significativas nas áreas de cultivo de milho, com 607 postos a menos, e nas atividades de pós-colheita, que terminaram o mês com uma redução de 148 vagas.
Trabalhadores e Escolaridade
A análise revela que a maior parte das novas contratações foi realizada entre trabalhadores jovens e com menor grau de escolaridade. Aqueles na faixa etária de 18 a 24 anos foram responsáveis pela criação de 1.102 novas vagas, equivalente a 24,2% do total gerado no setor. Trabalhadores entre 40 e 49 anos e entre 50 e 64 anos também contribuíram, com 924 e 911 novas vagas, respectivamente.
Adicionalmente, os profissionais com ensino fundamental incompleto foram os que mais se beneficiaram, resultando em um saldo de 3.843 vínculos na agropecuária paulista.
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