Anater inicia monitoramento de assistência técnica após rompimento de barragem
Agência avalia ATIs em Minas Gerais após desastre ambiental

A Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) deu início em maio ao monitoramento das Assessorias Técnicas Independentes (ATIs) que foram contratadas para oferecer suporte às comunidades afetadas pelo colapso da Barragem de Fundão, localizado na Bacia do Rio Doce.
Essa iniciativa, conforme informou a Anater, é parte da implementação de quatro anexos do eixo rural do Novo Acordo do Rio Doce, uma ação determinada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). As primeiras visitas de monitoramento ocorreram em diversos municípios mineiros.
✨ O objetivo principal é acompanhar planos de trabalho e atividades das ATIs para garantir a assistência técnica necessária às comunidades.
Durante uma semana, equipes da Gerência Extraordinária de Reparação do Rio Doce realizaram visitas às ATIs que atuam nas regiões do Alto e Médio Rio Doce. O cronograma incluía reuniões técnicas nas sedes das assessorias e encontros interativos com as comunidades locais, abrangendo cidades como Mariana, Acaiaca, Timóteo e Ipatinga.
Contexto
Até agora, a Gerência do Rio Doce já formalizou 20 contratos com ATIs que contemplam R$ 83 milhões destinados à execução das atividades assistenciais.
O monitoramento ocorrerá a cada seis meses e incluirá a observação de eventos participativos, bem como a aplicação de questionários às assessorias. Recentemente, o foco do acompanhamento está se voltando para as ATIs no Baixo Rio Doce, no Espírito Santo, abrangendo localidades como Baixo Guandu e Colatina.
Essas ATIs desempenham um papel crucial na orientação das comunidades rurais sobre os programas que possibilitam acessar políticas vinculadas ao acordo de reparação. Contudo, informações detalhadas sobre quantas famílias rurais foram atendidas ou indicadores de produtividade ainda não foram divulgados.
A efetivação do monitoramento pretende lançar luz sobre a execução dos contratos das assessorias, identificando quais ajustes operacionais podem ser feitos nas comunidades atendidas. A falta de metas e indicadores claros, no entanto, impede uma análise abrangente dos efeitos sobre a produção e a renda nas áreas impactadas pela catástrofe.
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