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Ciência
2 min de leitura

Bióloga descobre besouro inédito em São Paulo

Descoberta representa um avanço na catalogação da biodiversidade urbana.

Mariana Souza18 de abril de 2026 às 17:05
Bióloga descobre besouro inédito em São Paulo

A bióloga Serena Migliore, atuando no Laboratório de Ecologia e Evolução do Instituto Butantan, fez uma descoberta significativa quando avistou um besouro com coloração metálica, durante um passeio pelo Parque da Ciência.

Intrigada pela aparência diferentemente vibrante do inseto, Serena rapidamente enviou uma foto a sua irmã, Letizia Migliore, que é entomóloga e faz parte do Museu de Zoologia da USP, antes de coletar o espécime para não perdê-lo de vista.

O que foi descoberto?

O besouro, encontrado sobre folhas de chal-chal, uma árvore nativa da Mata Atlântica, foi analisado como uma nova espécie pertencente ao gênero Agrilus. A irmandade entre as cientistas levou à descrição formal do inseto, que ganhou o nome de Agrilus butantan.

A nova espécie é uma homenagem ao Instituto Butantan, simbolizando seu papel na conservação da biodiversidade.

A análise detalhada realizada por Letizia e pelo entomólogo Gianfranco Curletti do Museu de História Natural de Carmagnola, na Itália, revela as características únicas do Agrilus butantan, que incluem um corpo de 12 milímetros de comprimento e colorações distintas que o diferenciam na fauna global.

A descoberta ressalta a importância de preservar e catalogar a biodiversidade, mesmo em ambientes urbanos como São Paulo.

Importância da biodiversidade urbana

Os autores enfatizam que a identificação de novas espécies do gênero Agrilus é essencial para o entendimento da riqueza biológica dos biomas brasileiros, e que cada nova descrição representa um importante avanço para a ciência.

“A biodiversidade urbana é frequentemente subestimada, mas resiste e deve ser estudada”, afirma Letizia.

Serena e Letizia compartilham não somente o laço familiar, mas também uma forte colaboração na ciência. Enquanto uma estuda a ecologia e a reprodução de lagartos, a outra foca em entomologia, promovendo uma troca contínua de conhecimentos.

Ambas ressaltam a importância da taxonomia, a ciência que dá nome e identidade ao mundo biológico, como o primeiro passo para compreender as interações ecológicas e conservation efforts.

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