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Ciência
2 min de leitura

UFSCar revela como enxertia pode combater gomose em citros

Técnica inovadora mostra resultados promissores contra doença fúngica

Gabriel Rodrigues18 de julho de 2026 às 06:50
UFSCar revela como enxertia pode combater gomose em citros

Pesquisadores do Departamento de Química da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da Embrapa identificaram que a técnica de enxertia pode ser crucial para o enfrentamento da gomose, uma infecção fúngica que afeta os citros brasileiros. O estudo, publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry, revela que essa abordagem pode melhorar a qualidade e a quantidade de produção de frutas.

Entendendo a gomose e a enxertia

A gomose é causada pelo fungo Phytophthora citrophthora, que pode infestar raízes, troncos e frutos, reduzindo a produtividade e o valor das colheitas. A técnica de enxertia envolve a fusão de uma parte produtiva de uma planta, como a laranja-pera, com um porta-enxerto que possui resistência superior a estresses.

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A ideia central não foi desenvolver uma nova técnica de enxertia, mas identificar quais sistemas de enxerto/porta enxerto têm as respostas de defesa mais eficientes

Felipe Hilário, pesquisador da UFSCar.

A pesquisa demonstrou que algumas combinações de plantas geram uma resposta imunológica significativamente melhor às infecções.

Memória de defesa das plantas

As plantas que receberam uma segunda infecção apresentaram menos danos, indicando que elas 'lembram' da doença e respondem de modo mais eficaz.

O estudo ainda revelou que essa memória defensiva não altera o DNA, mas modifica como os genes são ativados. Alterações na metilação do DNA foram detectadas, sugerindo que as plantas podem ter 'lembranças' de estresses anteriores.

Substâncias de proteção

Entre as respostas mais relevantes destacadas no estudo, houve um aumento na produção de compostos como cumarinas, flavonoides e alcaloides - todos essenciais na defesa contra patógenos. Esses elementos são uma resposta direta à infecção, criando uma linha de defesa mais robusta.

Esse fenômeno, chamado de memória de defesa ou priming, prepara as plantas para reações mais velozes e eficazes na presença de patógenos.

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