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Ciência
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Xamã da Idade do Bronze era mulher, revela estudo de DNA

Nova análise de DNA desafia visões antigas sobre a sociedade britânica

Gabriel Rodrigues18 de julho de 2026 às 03:55
Xamã da Idade do Bronze era mulher, revela estudo de DNA

Uma nova análise de DNA revelou que os restos mortais do conhecido xamã da Idade do Bronze, encontrado em Upton Lovell, na Inglaterra, pertenciam a uma mulher, desafiando assim conceitos históricos sobre a sociedade britânica antiga.

Tom Booth, do Instituto Francis Crick, detalhou que o esqueleto de aproximadamente 4.000 anos foi identificado em um túmulo de alto status, repleto de objetos funerários significativos como machados adornados com vestígios de ouro e colares. Essas descobertas sugerem que ela pode ter sido uma metalúrgica respeitada, com habilidades em trabalhar com metais como ouro, cobre e bronze.

Análises de DNA recentes mudam a percepção de gênero na arqueologia da Idade do Bronze.

O túmulo em Upton Lovell, descoberto no século XIX, inicialmente foi atribuído a um homem, com base em características ósseas e na quantidade de objetos funerários encontrados. No entanto, a inovação das técnicas genéticas tornaram possível desvendar sua verdadeira identidade como mulher, o que poderia mudar as narrativas de poder e influência sobre as mulheres em sociedades antigas.

Além disso, Booth ressaltou que a altura acima da média para a época pode ter contribuído para a confusão inicial na determinação de seu gênero, pois ossos femininos podem se assemelhar aos masculinos em idades mais avançadas.

A pesquisa não só redefine a identidade desse xamã como também provoca uma reflexão sobre a suposição de que mulheres enterradas com objetos valiosos seriam geralmente esposas de homens influentes.

Contexto

A análise de DNA aplicada a restos humanos antigos começou a ganhar destaque, possibilitando reinterpretações de muitos achados arqueológicos, fundamentais para o entendimento de papéis sociais e estruturas de poder nas civilizações passadas.

Os resultados dessa pesquisa foram apresentados em uma nova exposição intitulada 'We Go Way Back', no Instituto Francis Crick, que busca aprofundar o conhecimento sobre as antigas populações humanas.

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