Cemaden alerta para impacto do El Niño no Brasil em 2026 e 2027
Fenômeno pode trazer seca e chuvas intensas em diversas regiões

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) anunciou que os efeitos do fenômeno El Niño devem ser mais intensos no Brasil durante as estações de primavera e verão, conforme relatado em uma nota técnica publicada na última terça-feira.
De acordo com o Cemaden, o El Niño será um fator crítico para o clima mundial ao longo do segundo semestre de 2026 e início de 2027. A National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) estima uma probabilidade de 37% de que este fenômeno alcance a categoria de 'Super El Niño', a mais severa.
Com base na experiência do El Niño que ocorreu entre 2023 e 2024, quando o país enfrentou a maior seca em 70 anos, o Cemaden fez previsões para um possível evento semelhante em 2026. A expectativa é de que o fenômeno traga temperaturas superiores à média especialmente nas regiões Norte e Nordeste, alterando o padrão de chuvas e aumentando o risco de seca.
✨ Cemaden prevê sequências críticas de seca e inundações para o Brasil.
O documento ainda destaca a pressão adicional que o fenômeno pode exercer sobre os recursos hídricos e a infraestrutura energética na Região Norte, principalmente nas bacias dos rios Xingu, Madeira e Tocantins-Araguaia.
Em termos de eventos extremos, a nota sugere que o Centro-Sul do Brasil, especialmente a Região Sul, deve estar atenta a chuvas intensas e possíveis enchentes. O Rio Grande do Sul é um dos estados que poderá experimentar volumes significativos de precipitação durante as próximas estações, com destaque para áreas como Ijuí e Uruguaiana.
Santa Catarina também deve observar um aumento substancial nas chuvas, especialmente em regiões como Joinville e Criciúma. Além disso, a possibilidade de novas ondas de calor é uma preocupação, afetando primordialmente o Sul e o Sudeste, repetindo o padrão registrado em 2024.
Recomendações do Cemaden
Para mitigar os impactos previstos, o Cemaden recomenda melhorias no monitoramento hidrometeorológico e geodinâmico, com ênfase na observação de chuvas, níveis de rios e umidade do solo. Também é crucial assegurar o funcionamento eficiente de radares meteorológicos e sistemas de transmissão de dados, além de aumentar a utilização de previsões probabilísticas.
Outras ações incluem a reavaliação de áreas vulneráveis, como encostas e margens de rios, e fortalecer a cooperação entre a União, estados e municípios para melhorar a resposta a desastres naturais.
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