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Mudanças climáticas: frio intenso cede espaço a chuvas no Rio Grande do Sul

Massa polar se dissipa, possibilitando retorno das chuvas no Sul do Brasil

Gabriel Rodrigues14 de julho de 2026 às 12:20
Mudanças climáticas: frio intenso cede espaço a chuvas no Rio Grande do Sul

Nesta terça-feira (14), uma massa de ar polar que afetou diversas áreas do Centro-Sul do Brasil, mantendo as temperaturas baixas, começa a se dissipar. A previsão é de que a partir de quinta-feira (16), o cenário se altere com a chegada de uma nova frente fria vinda da Argentina e do Uruguai.

Impactos da Massa Polar

As baixas temperaturas foram sentidas de forma mais intensa na Região Sul, com registros como o de 2,1°C em Campos do Jordão, que marcou a menor temperatura do estado em 2026. Em São Paulo, a estação do Mirante de Santana registrou 11,4°C. Essa massa de ar polar não é o evento mais forte deste inverno, mas tem gerado geadas em altitudes elevadas na Serra Gaúcha e em Santa Catarina.

O frio mais intenso trouxe mínimas em algumas áreas entre -2°C e -3°C, mas o impacto maior é observado nas regiões de maior altitude.

Cenário Futuro para o Sul

Com o enfraquecimento da massa de ar polar, uma área de baixa pressão se formará entre o Paraguai, a Argentina e o Rio Grande do Sul, facilitando o retorno da umidade. Isso gerará condições para chuvas intensas, incluindo potencial para temporais e até granizo no Rio Grande do Sul. O Inmet projeta que as chuvas começam pelo sul do estado no sábado (18) e se intensificam até a segunda-feira (20), com acumulados que podem chegar a 50 milímetros.

Influência do El Niño

Embora o fenômeno El Niño esteja em desenvolvimento, sua relação com essa massa de ar frio é limitada. Meteorologistas afirmam que episódios de ar polar são comuns no inverno, enquanto os efeitos do El Niño serão mais sentíveis nos próximos meses, aumentando a frequência e a intensidade das chuvas na região.

O que esperar na segunda quinzena de julho

Após a passagem da frente fria, espera-se que o ar seco e quente domine a maior parte do Brasil. Com isso, as temperaturas devem subir acima da média na segunda quinzena de julho, especialmente na Região Sul, que terá chuvas isoladas, enquanto outras áreas permanecerão secas.

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Após o dia 16, o ar quente e seco deve prevalecer, resultando em um aumento das temperaturas em todo o Brasil

Maria Clara Sassaki.

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