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Agronegócio
2 min de leitura

El Niño acende alerta entre produtores do Sul do Brasil

Meteorologistas preveem chuvas intensas que podem afetar colheitas

Camila Souza Ramos11 de maio de 2026 às 06:25
El Niño acende alerta entre produtores do Sul do Brasil

O fenômeno climático El Niño despertou preocupação entre os agricultores do Sul do Brasil, com previsões de chuvas que podem impactar diretamente as culturas de inverno.

Atualmente, o cenário é de neutralidade após o fim do La Niña. Contudo, a National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) anunciou que há 62% de chances de El Niño se desenvolver entre maio e julho, aumentando para 79% no período de junho a agosto.

O aquecimento das águas do Oceano Pacífico está em níveis elevados, o que pode confirmar o fenômeno ainda neste mês, segundo o meteorologista Celso Luis de Oliveira Filho da Tempo OK.

Os modelos climáticos sugerem que o El Niño poderá intensificar as chuvas, especialmente na primavera. Embora não haja uma relação direta, essa intensidade maior tende a resultar em volumes de precipitação superiores à média, especialmente nos meses de setembro, outubro e novembro.

Impactos esperados para o agronegócio

Dentre os efeitos previstos, destaca-se o aumento das chuvas, o que pode complicar a colheita de várias culturas. Historicamente, eventos relacionados ao El Niño provocaram diminuição na produtividade de grãos como o trigo.

Além do trigo, outras plantações, como aveia e azevém, também são vulneráveis a excessos de umidade. O meteorologista observa que em junho as chuvas devem ser acima da média em Santa Catarina e Paraná, mas moderadas no Rio Grande do Sul.

Os altos volumes de chuva previstos podem gerar doenças nas plantações, dificultando a colheita e o manejo agrícola.

A Defesa Civil de Santa Catarina, em conjunto com a Epagri, já está atenta aos riscos do El Niño e desenvolve um plano de prevenção, incluindo materiais educativos sobre o fenômeno e seus impactos.

Embora a intensidade do El Niño contribua para a elevação das chuvas, a Defesa Civil ressalta que ele não é o único fator que provoca eventos climáticos extremos, que resultam da interação de várias condições meteorológicas.

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