Meteorologistas preveem chuvas intensas que podem afetar colheitas

O fenômeno climático El Niño despertou preocupação entre os agricultores do Sul do Brasil, com previsões de chuvas que podem impactar diretamente as culturas de inverno.
Atualmente, o cenário é de neutralidade após o fim do La Niña. Contudo, a National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) anunciou que há 62% de chances de El Niño se desenvolver entre maio e julho, aumentando para 79% no período de junho a agosto.
✨ O aquecimento das águas do Oceano Pacífico está em níveis elevados, o que pode confirmar o fenômeno ainda neste mês, segundo o meteorologista Celso Luis de Oliveira Filho da Tempo OK.
Os modelos climáticos sugerem que o El Niño poderá intensificar as chuvas, especialmente na primavera. Embora não haja uma relação direta, essa intensidade maior tende a resultar em volumes de precipitação superiores à média, especialmente nos meses de setembro, outubro e novembro.
Dentre os efeitos previstos, destaca-se o aumento das chuvas, o que pode complicar a colheita de várias culturas. Historicamente, eventos relacionados ao El Niño provocaram diminuição na produtividade de grãos como o trigo.
Além do trigo, outras plantações, como aveia e azevém, também são vulneráveis a excessos de umidade. O meteorologista observa que em junho as chuvas devem ser acima da média em Santa Catarina e Paraná, mas moderadas no Rio Grande do Sul.
✨ Os altos volumes de chuva previstos podem gerar doenças nas plantações, dificultando a colheita e o manejo agrícola.
A Defesa Civil de Santa Catarina, em conjunto com a Epagri, já está atenta aos riscos do El Niño e desenvolve um plano de prevenção, incluindo materiais educativos sobre o fenômeno e seus impactos.
Embora a intensidade do El Niño contribua para a elevação das chuvas, a Defesa Civil ressalta que ele não é o único fator que provoca eventos climáticos extremos, que resultam da interação de várias condições meteorológicas.
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