Bienal de Veneza desafia a UE com retorno da Rússia
Protestos e cortes de verbas marcam o evento de arte

A 59ª Bienal de Veneza foi inaugurada nesta quarta-feira, 6 de maio, com forte controvérsia devido ao retorno da Rússia após a invasão da Ucrânia, levantando protestos e ameaças de cortes de financiamento por parte da União Europeia.
Tensão e protestos na abertura
A maior exposição de arte contemporânea do mundo, que ocorre a cada dois anos na cidade italiana, reúne artistas de diversas nações em conflito, incluindo Ucrânia, Israel e Estados Unidos. O Irã, contrariamente, decidiu não participar. Zelensky, presidente da Ucrânia, criticou a inclusão da Rússia nesta edição, levando o governo italiano e a UE a expressarem sua indignação, resultando em uma ameaça de corte de dois milhões de euros no financiamento do evento.
Um protesto ocorreu em frente ao pavilhão russo, onde ativistas do coletivo ucraniano Femen e do grupo Pussy Riot demonstraram com rostos cobertos e sinalizadores, enfatizando que 'a única arte russa hoje é o sangue', segundo a ativista Inna Shevchenko.
Decisões unânimes e suas consequências
A situação tornou-se mais complexa após a renúncia do júri da Bienal, que anunciou que não concederá prêmios a países cujos líderes enfrentam ordens de prisão do Tribunal Penal Internacional, incluindo a Rússia e Israel. O pavilhão russo, por sua vez, não receberá público, mas apresentações musicais de artistas de diversos países serão projetadas em telões ao ar livre durante os próximos meses.
"'Agradeço à Bienal por apoiar a representação de todos os países aqui,' afirmou a curadora da exposição, Anastasia Karneeva.
✨ A inclusão da Rússia na Bienal levanta um debate sobre valores democráticos e liberdade de expressão.
Reação da União Europeia
A decisão de incluir a Rússia na Bienal provocou reações ferozes, com 22 ministros europeus escrevendo ao presidente do evento, Pietrangelo Buttafuoco, pedindo a revisão da presença russa devido à brutalidade da agressão em curso contra a Ucrânia.
A Comissão Europeia reiterou que eventos culturais financiados com verbas públicas devem refletir valores democráticos, ao mesmo tempo em que preocupa-se com potenciais violações de sanções contra Moscou durante a participação da delegação russa.
Contexto
A Bienal de Veneza ocorre de 9 de maio a 22 de novembro de 2026, e a cerimônia de premiação foi adiada para o último dia do evento, em consequência das tensões atuais.
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