Demolição de terreiro em Carapicuíba revela racismo estrutural
A destruição do Ilê Asé Odé Ibualamo expõe desigualdades sociais e culturais na cidade

A demolição do terreiro de candomblé Ilê Asé Odé Ibualamo, em Carapicuíba, revela uma grave relação entre políticas urbanas e racismo estrutural, prejudicando a cultura afro-brasileira em nome do desenvolvimento urbano.
Impacto da demolição
Realizada em 2022 pela administração do prefeito Marcos Neves, a ação resultou na perda de um espaço sagrado importante. O terreiro, que tinha quase 30 anos e era um pilar de apoio social e espiritual, enfrenta um futuro incerto após a demolição.
✨ O Ilê Asé Odé Ibualamo era um território de resistência cultural e social, vital para a comunidade afro-brasileira.
Justificativas e controvérsias
A prefeitura alegou a necessidade de obras para canalizar o Córrego Cadaval visando controlar enchentes. No entanto, o risco de desabamento só foi mencionado após o início das intervenções, levantando questões sobre a real motivação por trás das obras.
Contexto Histórico
O terreiro não apenas servia como espaço de culto, mas também como um centro comunitário que ofertava suporte legal, saúde e segurança alimentar, sendo essencial para a vida da comunidade.
Violência institucional e suas implicações
Pesquisa de 2025 apontou que 76% dos terreiros afro-brasileiros já enfrentaram ameaças institucionais. Essa realidade reflete um padrão de racismo religioso e ambiental que evidencia a desigualdade no tratamento das religiões de matriz africana.
"A comunidade nunca se opôs ao desenvolvimento urbano, propôs alternativas construtivas.”
Os efeitos do urbanismo neoliberal
Carapicuíba, a quinta cidade mais densamente povoada do Brasil, exemplifica como as políticas de urbanização frequentemente priorizam interesses imobiliários em detrimento da proteção cultural e social.
✨ A demolição apenas intensificou as desigualdades sociais e culturais, representando um controle urbano que sacrifica comunidades.
Reformas necessárias
Urgente o reconhecimento do direito socioterritorial como componente essencial na luta por justiça urbana e na criação de uma cidade inclusiva.
Essa situação aliás, levanta a necessidade de uma reforma urbana que priorize a inclusão das comunidades vulneráveis na elaboração de políticas públicas, resguardando seu patrimônio cultural e apoio social.
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