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Cultura
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Mairu Hakuwi Kuady Karajá, ativista indígena, morre em Brasília

O pesquisador era referência para jovens indígenas e defensor da cultura nativa

Fernanda Lima16 de junho de 2026 às 12:50
Mairu Hakuwi Kuady Karajá, ativista indígena, morre em Brasília

O ativista indígena Mairu Hakuwi Kuady Karajá faleceu no último domingo (14), e seu corpo foi velado na Catedral Anglicana de Brasília na noite de segunda-feira (15).

Natural da Terra Indígena São Domingos-Krehawã, no Mato Grosso, Mairu era um defensor fervoroso da cultura indígena e dedicou sua vida ao estudo dos direitos dos povos originários. As circunstâncias de sua morte ainda não foram esclarecidas.

Atualmente, Mairu se encontrava em processo de doutorado na França, após completar a graduação em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Tocantins (UFT) e o mestrado em Direito na Universidade de Brasília (UnB).

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A memória, seu legado intelectual e seu compromisso com os povos indígenas devem continuar vivos, inspirando as atuais e futuras gerações.

Mairu era visto como uma figura de referência para jovens indígenas em ambientes acadêmicos e institucionais.

O Ministério dos Povos Indígenas expressou seu pesar pela perda, solidificando a importância de Mairu entre as novas gerações de indígenas. Em nota, a pasta ressaltou a dor de familiares, amigos, colegas de pesquisa e de toda a comunidade Karajá, desejando conforto neste momento difícil.

Reconhecimento

A Apib (Associação dos Povos Indígenas do Brasil) também prestou homenagem a Mairu, reafirmando que sua voz ecoará eternamente entre seu povo.

Nas redes sociais, Mairu frequentemente compartilhava suas experiências de vida acadêmica no exterior, suas conquistas e a rotina de ser indígena em contextos acadêmicos.

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