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Educação
2 min de leitura

Educação brasileira: avanços e exclusões persistentes

Um olhar crítico sobre os paradoxos na educação no Brasil.

Gabriel Rodrigues21 de julho de 2026 às 14:20
Educação brasileira: avanços e exclusões persistentes

O panorama da educação brasileira se destaca por um paradoxo: enquanto dados recentes da PNAD e do Censo Escolar revelam avanços significativos em termos de acesso e escolarização, eles também expõem a dura realidade de milhões de brasileiros que continuam excluídos do sistema educacional.

Os Dados e a Invisibilidade

A PNAD aponta que aproximadamente 8,4 milhões de pessoas, com 15 anos ou mais, não sabem ler nem escrever, representando 4,9% da população. Destes, 58% são idosos, refletindo um passado em que a educação não era um direito universal. Embora a Constituição de 1988 tenha garantido à educação um status de direito, a realidade ainda mostra a concentração do analfabetismo entre os mais velhos.

O conceito de 'Pacto do Esquecimento' descreve a tendência das políticas educacionais brasileiras em ignorar aqueles que precisam de apoio, focando quase exclusivamente nos que permanecem no fluxo escolar regular.

Adicionalmente, a mesma pesquisa revela que 7,7 milhões de jovens entre 14 e 29 anos não completaram o Ensino Médio até 2025, sendo que a falta de interesse e a necessidade de trabalho são frequentemente citadas como razões. Essa juventude enfrentou mudanças estruturais nas escolas, com um currículo que muitas vezes prioriza formações menos relevantes ao invés de um ensino robusto.

EJA em Declínio

Dados do Censo mostram que as matrículas na Educação de Jovens e Adultos (EJA) caíram de 3,65 milhões em 2014 para cerca de 2,39 milhões em 2024. Essa queda é acompanhada por cortes orçamentários e uma prioridade política que pouca atenção dá a essa modalidade educacional, que deveria servir como um amparo para aqueles que buscam reintegração ao aprendizado.

A educação não deve ser vista apenas sob a ótica da média, pois isso oculta grupos que ainda lutam por acesso. O Brasil melhora suas estatísticas gerais ao mesmo tempo em que reduz suas ações efetivas para ajudar aqueles que estão fora do sistema.

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