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economia
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ABBC inicia emissão de Cédula de Crédito Bancário tokenizada

Iniciativa busca integrar ativos financeiros com tecnologia de ponta

Acro Rodrigues14 de maio de 2026 às 17:25
ABBC inicia emissão de Cédula de Crédito Bancário tokenizada

A Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em colaboração com a Núclea, lançou nesta quinta-feira (14) uma nova infraestrutura para a tokenização da Cédula de Crédito Bancário (CCB), uma medida que pode revolucionar a forma como esse ativo é negociado no mercado.

A plataforma agora faz parte da Rede ABBC, que desenvolve um espaço compartilhado para a gestão de ativos tokenizados destinado a instituições financeiras autorizadas. Com essa iniciativa, a tokenização permite que a CCB seja convertida em uma versão digitalizada e registrada em blockchain.

A tokenização é a conversão de ativos financeiros em representações digitais, aumentando a eficiência e segurança nas transações.

No entanto, a abordagem visa preservar o modelo do sistema financeiro existente, ao mesmo tempo que introduz uma nova camada tecnológica que facilita a operação do título.

Esta é a primeira fase da operação assistida da Rede ABBC, onde a Núclea ficará responsável pelo registro da CCB no ambiente tradicional e pela criação do token correspondente em uma blockchain própria.

O projeto integra duas estruturas: a rede que já realiza o registro formal do ativo e a nova rede digital que suportará a movimentação do token. Os participantes da Rede ABBC poderão monitorar e realizar operações, mediante autorização.

Leandro Vilain, presidente da ABBC, destacou que a rede foi diseñada para garantir a tokenização de ativos de maneira segura e de acordo com a regulamentação. Euricion Murari, diretor de inovação da entidade, enfatizou que a tokenização da CCB é um passo importante para unir o sistema financeiro tradicional com as inovações tecnológicas.

Contexto

Apesar das promissoras inovações, a ABBC ainda não revelou informações sobre o volume financeiro esperado, o número de instituições envolvidas ou o cronograma de expansão para outros ativos.

A operação assistida servirá como uma fase de testes regulatórios e técnicos, cuja evolução irá depender do desempenho da integração entre os sistemas e da adesão dos bancos ao novo modelo.

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