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economia
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Ações europeias disparam após trégua entre Irã e Israel

Mercados reagem com otimismo diante da possibilidade de normalização do fluxo de petróleo.

Giovani Ferreira08 de abril de 2026 às 05:20
Ações europeias disparam após trégua entre Irã e Israel

As ações no continente europeu tiveram um aumento significativo de mais de 3% nesta quarta-feira (8), impulsionadas por uma trégua de duas semanas no Oriente Médio. Este movimento trouxe novas esperanças de que o tráfego de petróleo e gás através do Estreito de Hormuz possa ser restabelecido em breve.

O STOXX 600, índice pan-europeu, subiu 3,6% para 611,73 pontos, sinalizando a possibilidade de sua melhor sessão anual até agora.

Os índices regionais se beneficiaram do clima otimista: o DAX da Alemanha subiu 4,6%, enquanto o FTSE 100 de Londres teve uma alta de 2,3%. Essa reação foi desencadeada pela recente concordância do presidente dos EUA, Donald Trump, em uma pausa de hostilidades com o Irã, pouco antes do término do prazo para Teerã reabrir o Estreito de Hormuz — vital para 20% do petróleo mundial.

Os investidores se mostram cautelosamente otimistas e esperam que essa trégua possa ser um passo em direção a uma solução duradoura para o conflito. O mercado de energia também se ajustou: os preços do petróleo Brent caíram 15%, abaixo de US$ 100 por barril, proporcionando um alívio depois de um período prolongado de preços altos.

Desde o início dos confrontos entre os EUA e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, as ações europeias enfrentaram pressões significativas, devido à dependência do continente das importações de petróleo pelo estreito bloqueado. Setores como viagens, indústria e finanças avançaram entre 5% e 7%, sendo os principais beneficiados pela redução nos custos de energia.

Entretanto, o setor de energia sofreu uma queda de 4,2%, refletindo a diminuição nos preços do petróleo. Os investidores agora se concentram em dados econômicos vindouros, como vendas no varejo e preços ao produtor na zona do euro, que podem oferecer mais insights sobre o impacto da volatilidade no mercado de energia.

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