Incertezas sobre oferta e demanda afetam os preços

O mercado global de energia começou esta semana impactado por flutuações nos valores do petróleo e seus derivados, em um contexto repleto de incertezas quanto à oferta, estoques e demanda.
Conforme informações da StoneX, o preço do Brent, contrato mais negociado, encerrou a última sexta-feira a USD 92,05 por barril, uma queda de 1,8%. Por sua vez, o WTI foi vendido a USD 87,36 por barril, apresentando uma diminuição de 1,7%. Ambos os contratos tiveram as maiores perdas semanais desde abril, com quedas de 11% para o Brent e 9% para o WTI ao longo da semana.
Essas quedas foram impulsionadas pela expectativa de que um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz pudesse ocorrer. Apesar de indícios de um consenso entre as partes envolvidas, divergências sobre as condições de passagem e taxas de transito impostas por Teerã continuaram a criar incertezas no mercado, aliviando parte da pressão sobre os preços e fazendo com que investidores ajustassem suas posições diante da possibilidade de um fluxo físico desbloqueado.
✨ Diesel e gasolina também enfrentam quedas, refletindo a redução dos estoques.
No segmento do diesel, o diferencial entre o NY Harbor ULSD e o Brent caiu na última semana, alcançando USD 56,5 por barril, com uma redução de 5,4%. Essa tendência foi atribuída a um menor recuo nos estoques globais de diesel, especialmente em um período sazonal caracterizado por menor consumo. Ao mesmo tempo, a queda nos preços do petróleo também teve papel fundamental na diminuição deste indicador.
Ainda que o diferencial se mantenha elevado, as reservas de diesel nos Estados Unidos atingem suas mínimas desde 2003. Para a gasolina, os preços encerraram a semana com uma redução de 7,5%, situando-se perto de USD 3,12 por galão, continuando a tendência de baixa da semana anterior, influenciada pelo enfraquecimento dos preços do petróleo.
O diferencial entre RBOB e Brent também caiu para USD 39,3 por barril, apresentando uma baixa de 5,4%, devido a uma redução nos estoques comerciais nos EUA que ficou abaixo das expectativas. Esse indicador se afasta das máximas observadas em meados de maio, quando o crack ultrapassou USD 47 por barril.
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Jornalista especializado em Energia

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