AIE reduz previsão de demanda de petróleo após crise no Estreito de Ormuz
A queda de consumo global deve impactar o mercado de energia mundial

A Agência Internacional de Energia (AIE) revisou sua projeção de demanda global de petróleo para 2026, reduzindo-a devido à interrupção significativa no fornecimento causada pela quase paralisação do trânsito no Estreito de Ormuz.
Em relatório divulgado nesta quarta-feira (13), a AIE estima agora uma diminuição de 420 mil barris por dia (bpd) na demanda mundial, em comparação à queda de 80 mil bpd prevista anteriormente. O fechamento do estreito, uma das principais rotas marítimas para transporte de petróleo, e as dificuldades nas negociações entre Estados Unidos e Irã estão pressionando a economia e o abastecimento energético global.
Impacto na Demanda e na Produção
Para o segundo trimestre de 2026, a AIE projetou uma contração de 2,45 milhões de bpd na demanda global, superando a expectativa anterior de 1,5 milhão de bpd. A agência prevê que os fluxos de petróleo pelo Estreito de Ormuz comecem a se restabelecer gradualmente em junho, com um retorno ao crescimento da demanda apenas em agosto, após o qual os níveis de consumo deverão se manter próximos aos de 2025.
✨ A recuperação da oferta global foi ajustada de uma queda de 1,5 milhão de bpd para uma retração de 3,9 milhões de bpd.
Além disso, a AIE indicou que a recuperação da oferta será mais lenta devido a danos na infraestrutura, logísticas complicadas e a remoção de minas iranianas no estreito, que são necessárias antes que as exportações sejam normalizadas. Em abril, a oferta global foi reduzida em 1,8 milhão de bpd, resultando em 95,1 milhões de bpd.
Contexto Adicional
A crise no Estreito de Ormuz afeta diretamente o fornecimento mundial de petróleo, o que pode impactar os preços da energia e a logística no comércio internacional.
O cenário técnico apresentado pela AIE sugere que a normalização do mercado dependerá da configuração logística e da segurança nas navegações em Ormuz. Enquanto esses problemas não forem resolvidos, a agência prevê que haverá restrições no fornecimento global de petróleo por vários meses.
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