Voltar
economia
2 min de leitura

Mercado de petróleo reage a possível acordo entre EUA e Irã

Expectativas sobre um memorando de entendimento aquecem os investidores.

Carlos Silva29 de maio de 2026 às 12:55
Mercado de petróleo reage a possível acordo entre EUA e Irã

Os preços do petróleo seguem em queda acentuada nesta sexta-feira, 29, enquanto o mercado demonstra otimismo em relação a um possível acordo entre os Estados Unidos e o Irã. O presidente americano, Donald Trump, se encontra com assessores na Casa Branca para discutir a possibilidade de aceitar um memorando de entendimento com Teerã.

Por volta das 12h40, o barril de petróleo Brent registrava uma queda de aproximadamente 2%, sendo vendido a US$ 90, enquanto o WTI, usado como referência nos EUA, recuava 1,9%, cotando a US$ 87.

Um acordo poderia suspender bloqueios no Estreito de Ormuz, permitindo navegação livre.

Se concretizado, o acordo preliminar entre os dois países não só desobstruiria o Estreito de Ormuz, mas também iniciaria um prazo de 60 dias para resolver impasses relacionados ao programa nuclear iraniano. Na quinta-feira, fontes do governo dos EUA confirmaram à CNN que o acordo para prorrogar o cessar-fogo e desbloquear a passagem marítima está em estágio avançado, aguardando a aprovação final de Trump.

Entretanto, a agência iraniana Tasnim declarou que o memorando ainda não está embasado nem definitivo. Além disso, o Deutsche Bank alertou que as expectativas sobre o acordo contribuíram para uma queda significativa nos preços do petróleo, que já haviam caído mais de 18% em maio, a maior queda mensal desde o início da pandemia de Covid-19.

"

Ainda existem riscos na execução de qualquer acordo, e não está claro se há uma frente unida no Irã para tomar decisões. No entanto, estamos otimistas quanto a um entendimento que alivie a pressão sobre os preços do petróleo e a economia global.

Contexto

A instabilidade no Estreito de Ormuz impacta globalmente o preço do petróleo, dada a importância desta rota para o transporte do combustível.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia