Voltar
economia
2 min de leitura

Alta nos preços da carne de frango impacta mercado na Grande São Paulo

Cotação do frango resfriado sobe 6,6% em abril, segundo Cepea

Giovani Ferreira17 de abril de 2026 às 09:55
Alta nos preços da carne de frango impacta mercado na Grande São Paulo

Os preços da carne de frango na Grande São Paulo sofreram uma elevação notável em abril, com um aumento de 6,6% na primeira quinzena do mês, segundo dados do Cepea. A média do preço do frango resfriado alcançou R$ 7,18 por quilo, refletindo uma mudança significativa no mercado de carnes.

Causas da Alta de Preços

Pesquisadores do Cepea indicam que a escalada nos preços está intimamente relacionada ao aumento das despesas de transporte, exacerbadas pela instabilidade internacional, em particular o conflito no Oriente Médio, que elevou o custo dos combustíveis. Isso impactou diretamente o frete e, por consequência, os preços finais ao consumidor.

Além disso, o aumento na remuneração dos trabalhadores durante esse período também gerou um aquecimento na demanda, favorecendo as vendas no mercado de frango.

Mesmo com esse aumento, a carne de frango se torna uma opção mais viável em comparação à carne bovina, alcançando a melhor relação de preços entre essas proteínas em quatro anos.

Comparação com a Carne Suína

Em contraste, a situação na carne suína é desfavorável, uma vez que a carcaça suína viu seus preços caírem significativamente, diminuindo assim a competitividade da carne de frango em relação ao suíno. Essa disparidade evidencia a natureza complexa e variada do mercado de proteínas.

Perspectivas Futuras

Os preços da carne de frango nos próximos meses permanecerão dependentes dos custos logísticos e do padrão de demanda do consumidor. O comportamento do mercado de combustíveis e a evolução nos hábitos de consumo das famílias serão cruciais para determinar a continuidade dessa trajetória de alta.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia