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economia
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Incertezas externas impactam economia brasileira em recuperação

Cenário internacional e desempenho doméstico geram expectativas mistas

Fernanda Lima07 de abril de 2026 às 10:45
Incertezas externas impactam economia brasileira em recuperação

O recente ambiente econômico está repleto de incertezas externas e sinais mistos na atividade local, afetando fatores como inflação, câmbio e crescimento.

Uma análise do Rabobank indica que a tensão no cenário internacional se intensificou após declarações do presidente dos Estados Unidos, que decepcionaram as expectativas por uma redução das tensões no Oriente Médio. Essa situação, que une promessas de diminuição das operações no Irã a novas ameaças, elevou os receios e pressionou os preços do petróleo.

Enquanto isso, a economia brasileira exibe indícios de recuperação, com a produção industrial crescendo 0,9% em fevereiro, marcando a segunda alta consecutiva do ano e superando levemente as previsões do mercado. Esse desempenho reforça a ideia de uma retomada gradual na atividade econômica, embora em um ritmo ainda moderado.

O IGP-M subiu 0,52% em março, revertendo a queda do mês anterior e refletindo as tensões geopolíticas nos preços.

No âmbito fiscal, o Governo Central registrou um déficit de R$ 30 bilhões em fevereiro, porém, o resultado acumulado nos dois primeiros meses do ano mostra uma melhora em comparação ao mesmo período de 2025, evidenciando um ajuste gradual.

O mercado de trabalho apresentou uma abertura líquida de 255,3 mil novas vagas formais em fevereiro, ainda que abaixo da criação registrada nos últimos dois anos para o mesmo mês. Contudo, a situação de emprego permanece sólida.

No câmbio, o real se valorizou em 1,6% frente ao dólar na última semana, encerrando a cotação em R$ 5,1573, destacando-se como um dos melhores desempenhos entre as moedas emergentes. Apesar dessa valorização, a projeção para o câmbio continua em R$ 5,55 até o final de 2026, influenciada por incertezas fiscais e externas.

Os investidores aguardam a divulgação do IPCA de março, que tem uma expectativa de alta de 0,79%, assim como os dados da balança comercial. No cenário regional, indicadores inflacionários e decisões sobre juros também devem afetar a percepção de risco.

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