Flávio Bolsonaro e Romeu Zema defendem privatizações em encontro industrial
Pré-candidatos à presidência expõem propostas em evento da CNI

Os pré-candidatos à presidência, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema, tiveram um desempenho positivo no encontro realizado nesta segunda-feira, 22, que reuniu líderes da indústria em Brasília. O evento, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), ofereceu uma plataforma para que os candidatos apresentassem suas propostas em um cenário que favorece suas agendas econômicas.
Durante o encontro no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, Flávio Bolsonaro, senador pelo PL, e Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais pelo Novo, destacaram a necessidade de privatizações, redução do papel do Estado e flexibilização das relações trabalhistas. Eles também abordaram a importância de endurecer as políticas de segurança pública.
✨ Flávio Bolsonaro chamou o governo atual de 'era das trevas' e prometeu mudanças a partir de 2027.
Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás e membro do PSD, chegou tarde ao evento e apresentou suas ideias a uma plateia já reduzida. As intervenções iniciais foram seguidas por vídeos criados com inteligência artificial, que simbolizavam os desafios enfrentados pela indústria brasileira, como a alta carga tributária e a burocracia estatal.
Flávio Bolsonaro enfatizou a crítica ao governo do presidente Lula, aludindo ao legado atual e prometendo redução da burocracia para as empresas, além do fortalecimento das privatizações e a classificação de facções criminosas como organizações terroristas. Ele também relatou ter pedido a Donald Trump apoio contra tarifas sobre produtos brasileiros, em um contraste com o posicionamento de seu irmão, Eduardo Bolsonaro.
Por sua vez, Romeu Zema abordou a investigação envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, negando qualquer relação próxima. Ele argumentou a favor da privatização de estatais e propôs uma reforma administrativa e revisão do sistema previdenciário, além de sugerir uma alternativa à CLT, que pagasse por hora trabalhada.
Os pré-candidatos se dirigiram a um público empresarial que priorizava questões ligadas ao "Custo Brasil", segurança jurídica e atração de investimentos. Lula foi convidado, mas não compareceu devido a compromissos no Rio de Janeiro.
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