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economia
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Aumento das tarifas de frete marítimo impacta exportação de grãos nos EUA

Fretes marítimos dos EUA atingem máximas de quatro anos, segundo USDA.

Carlos Silva22 de maio de 2026 às 10:50
Aumento das tarifas de frete marítimo impacta exportação de grãos nos EUA

As tarifas de frete para embarque de grãos nos Estados Unidos atingiram os níveis mais altos em quase quatro anos, conforme o relatório semanal do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Na semana encerrada em 14 de dezembro, o custo de envio do Golfo dos EUA para o Japão foi de US$ 72,00 por tonelada, enquanto a tarifa do Noroeste Pacífico para o mesmo destino alcançou US$ 37,25 por tonelada.

O USDA relatou que o frete do Golfo é o mais elevado desde julho de 2022, e a tarifa do Noroeste Pacífico atingiu o maior valor desde agosto do mesmo ano. Desde o início de janeiro, o custo do frete do Golfo aumentou 44%, enquanto a tarifa do Noroeste Pacífico subiu 41%.

Os aumentos nas tarifas são atribuídos à forte demanda por commodities a granel, como carvão, minério de ferro e grãos.

Esse cenário intensifica a competição por navios no mercado internacional e provoca um aumento nos custos logísticos. Além disso, o preço do combustível marítimo tem contribuído para esse panorama. No dia 15 de dezembro, o óleo combustível de muito baixo teor de enxofre (VLSFO) foi cotado a US$ 919 por tonelada, refletindo uma queda em relação ao pico de US$ 1.053 alcançado em março, mas ainda superior aos US$ 538 registrados em fevereiro.

A escalada das tarifas de frete influencia a estrutura de custos de exportação de grãos, afetando a competitividade de diferentes origens no comércio internacional, especialmente nas rotas para a Ásia. No entanto, o relatório do USDA não fornece informações específicas sobre a repercussão nos fluxos de embarque por produto, nem projeções para as próximas semanas.

Análise de Impacto

O comportamento das tarifas a curto prazo estará vinculado à demanda global por granéis secos e ao custo do combustível marítimo. A extensão do impacto no comércio global de grãos dependerá da evolução desses fatores, até que novos dados sejam disponibilizados pelo USDA.

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