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Cerca de 31 bilhões de notas em circulação refletem a busca por segurança financeira.

Dados recentes do Banco Central Europeu (BCE) revelam que mais de 31 bilhões de cédulas de euro estão em circulação na União Europeia, um aumento notável em comparação com 24 bilhões registradas antes da pandemia de covid-19. Esse fenômeno ocorre mesmo com a crescente adoção de pagamentos eletrônicos pelos europeus.
O crescimento da demanda por dinheiro vivo é atribuído a preocupações relacionadas a crises internacionais e segurança cibernética. Com a ocorrência de conflitos e ataques virtuais, muitos cidadãos sentem a necessidade de manter reservas em espécie, aumentando sua sensação de segurança financeira.
Desde 2016, o volume total de cédulas em circulação cresceu de 1 trilhão de euros para 1,6 trilhão em 2026. Embora os pagamentos eletrônicos tenham ganhado popularidade, o BCE observa que o estoque de cédulas continua a aumentar, refletindo um paradoxo onde menos notas estão sendo usadas para transações, mas mais estão sendo acumuladas pelas pessoas.
✨ Cidadãos da UE são incentivados a manter reservas de emergência em dinheiro.
Em resposta a crescentes preocupações com desastres naturais e crises, a população europeia recebeu orientações para manter entre 70 e 100 euros em reserva. Essa quantia é considerada suficiente para cobrir necessidades básicas por até 72 horas, caso serviços digitais falhem.
O papel do dinheiro em espécie vai além das crises financeiras; muitos especialistas destacam sua importância na promoção da inclusão social. A professora Olive McCarthy, da Universidade de Cork, ressalta que o dinheiro vivo é vital para indivíduos vulneráveis, como idosos e vítimas de violência doméstica, que muitas vezes dependem de dinheiro para sua autonomia.
Além disso, o uso de dinheiro físico pode ser uma ferramenta valiosa para ensinar as crianças sobre finanças e o gerenciamento de orçamento.
Enquanto isso, o Parlamento Europeu avança na criação do euro digital, que pretende ser uma versão eletrônica oficial da moeda, similar ao sistema de pagamentos Pix utilizado no Brasil. A expectativa é que o euro digital proporcione um meio de pagamento seguro e acessível, especialmente em um mundo cada vez mais digital.
Christine Lagarde, presidente do BCE, reforçou que tanto o dinheiro físico quanto o euro digital serão considerados moeda de curso legal, assegurando que os cidadãos possam utilizar ambos em suas transações.
✨ Europa busca autonomia nos pagamentos e redução de dependência de redes externas.
A introdução do euro digital visa fortalecer a autonomia da Europa no cenário dos pagamentos, diminuindo a dependência de sistemas estrangeiros, especialmente os controle dos pagamentos por empresas dos Estados Unidos. Lagarde enfatiza que a região deve ter seu próprio sistema, uma vez que 60% dos pagamentos com cartão são processados por infraestruturas estrangeiras.
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