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economia
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Aumento de combustíveis no Brasil inferior ao global após crise no Irã

Impacto do conflito no Oriente Médio e desempenho do mercado interno

Ricardo Alves18 de junho de 2026 às 22:10
Aumento de combustíveis no Brasil inferior ao global após crise no Irã

Os preços da gasolina e do diesel no Brasil tiveram aumentos inferiores à média global após o conflito no Irã, segundo um estudo do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep).

Entre 23 de fevereiro e 8 de junho, a gasolina subiu apenas 4,9% no Brasil, enquanto a média global foi de 17,5%. Já o diesel registrou um aumento de 13,6%, comparado a 23,3% no mundo, destacando uma pressão inflacionária reduzida no mercado interno diante do cenário internacional.

Nos EUA, a gasolina teve uma alta de 36,1%, refletindo uma das maiores pressões por aumento de preços no mercado mundial.

O Ineep atribui essa contenção de preços ao conjunto de políticas e subsídios implementados pelo governo federal. Segundo a nota divulgada na nova edição do Boletim de Preços dos Combustíveis, essas intervenções foram essenciais para mitigar os impactos do choque do petróleo.

Desafios estruturais no setor

Apesar do desempenho positivo em comparação com o cenário global, o Ineep alerta que as medidas adotadas são insuficientes para enfrentar as vulnerabilidades estruturais do setor. O instituto enfatiza a necessidade de uma estratégia de longo prazo que fortaleça a Petrobras e amplie a capacidade de refino.

Além disso, o estudo monitora a evolução dos preços durante um período crítico, que inclui operações aéreas contra o Irã e eventos como a morte do líder religioso supremo do país. Durante esse intervalo, houve também uma paralisação das rotas marítimas no Estreito de Ormuz e o início das negociações diplomáticas entre o Irã e os EUA.

O etanol hidratado, em contrapartida, apresentou uma queda significativa de 7,3%, em razão do início da safra 2026/2027 e do aumento da oferta.

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