Voltar
economia
2 min de leitura

Banco Central analisa impacto da guerra no Irã na balança comercial

Relatório aponta efeitos iniciais positivos, mas moderados

Carlos Silva25 de junho de 2026 às 09:25
Banco Central analisa impacto da guerra no Irã na balança comercial

O Banco Central divulgou nesta quinta-feira (25) o Relatório de Política Monetária (RPM) referente ao segundo trimestre, onde analisa os impactos do aumento nos preços do petróleo após a guerra no Irã, destacando efeitos positivos iniciais na balança comercial do Brasil.

A análise aponta que, se por um lado houve um impulso nas exportações, este foi menos intenso do que o que se poderia prever com base nos dados de 2025. A elevação no valor do petróleo brasileiro foi menor em comparação ao aumento nos preços dos produtos importados, principalmente o diesel, cujos custos subiram devido a margens de refino mais altas.

A balança de petróleo e derivados alcançou US$ 3,1 bilhões no segundo trimestre de 2026, um aumento se comparado a US$ 2,4 bilhões no mesmo período do ano anterior.

O Banco Central estima que esse crescimento mensal médio de aproximadamente US$ 0,7 bilhão representa cerca de US$ 9 bilhões ao longo de um ano, valor inferior ao inicialmente previsto. O relatório também examina a relação comercial com o Oriente Médio, que, apesar de registrar um aumento nas exportações para a região, tem sua participação no total de exportações brasileiras considerada limitada.

Contexto Adicional

Em 2025, as exportações para o Oriente Médio correspondiam a 4,6% do total, representando apenas 0,7% do PIB brasileiro.

Para o agronegócio, o Banco Central antecipou que os efeitos negativos poderão se intensificar no segundo semestre, especialmente devido ao aumento das importações de fertilizantes do Oriente Médio e ao período de colheita do milho, que é enviado para essa região.

Por fim, a instituição ressalta que os impactos mencionados são preliminares e poderão ser alterados conforme novos desenvolvimentos no conflito, com possibilidades de redução, reversão ou agravamento da situação.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia