Bancos centrais priorizam euro e renminbi em vez do dólar
Pesquisa revela redução nas reservas em dólar devido a riscos políticos.

Uma pesquisa realizada pelo OMFIF, um grupo de pesquisa independente baseado em Londres, revelou que a maioria dos bancos centrais planeja reduzir suas reservas em dólares americanos pela primeira vez. Este movimento é um reflexo do aumento do risco político associado ao dólar e surge em um contexto geopolítico delicado, exacerbado por ações dos Estados Unidos no Oriente Médio.
Conduzida entre março e maio de 2026, a pesquisa incluiu a participação de 74 bancos centrais, e os resultados mostraram que a intenção de diminuir as alocações em dólar supera a de aumentá-las. Essa tendência faz parte de um fenômeno mais amplo conhecido como 'desdolarização', que se caracteriza pela diminuição do uso do dólar em transações comerciais e financeiras globais.
✨ A participação do dólar nas reservas cambiais dos bancos centrais caiu para seu nível mais baixo em 20 anos.
De acordo com o relatório, a geopolítica está se tornando um fator mais influente na decisão de investimento do que a situação política interna dos Estados Unidos. Apesar do dólar permanecer como uma moeda dominante, representando cerca de 58% das alocações de ativos nos últimos cinco anos, uma lenta mudança para moedas como o euro e o renminbi está sendo observada.
Contexto
A dívida internacional em euros atingiu níveis recordes, e o euro se consolidou como uma moeda relevante em títulos verdes. Além disso, um número crescente de bancos centrais declarou intenção de aumentar suas reservas em ouro, impulsionado pela necessidade de proteção contra riscos geopolíticos.
Notavelmente, 51% dos bancos centrais citaram a proteção contra o risco geopolítico como motivação para suas decisões. O aumento do interesse por moedas alternativas, incluindo o dólar de Singapura e o won sul-coreano, também foi relatado, evidenciando uma mudança no panorama monetário internacional.
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