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economia
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BNDES aumenta aprovações no Nordeste em 98% no primeiro trimestre

A região recebeu R$ 3,38 bilhões, refletindo um crescimento significativo.

Mariana Souza18 de junho de 2026 às 11:15
BNDES aumenta aprovações no Nordeste em 98% no primeiro trimestre

As aprovações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a região Nordeste dispararam 98,3% no primeiro trimestre de 2026, alcançando R$ 3,38 bilhões em comparação ao mesmo período de 2025.

Os resultados foram divulgados em Brasília durante o evento 'Nordeste em Pauta — Resultados e perspectivas da região que mais cresce no país'.

Deste montante, R$ 623,6 milhões foram atribuídos ao setor agropecuário. Além disso, R$ 2,2 bilhões dos financiamentos foram destinados a micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), através de instituições financeiras parceiras do BNDES, que atualmente atendem mais de 90% dos municípios brasileiros.

O BNDES investiu R$ 1,35 bilhão em infraestrutura e R$ 838,3 milhões em comércio e serviços.

Durante a apresentação, Maria Fernanda Coelho, diretora de Crédito Digital para MPMEs do BNDES, creditou esse crescimento a medidas implementadas desde 2023, que visam facilitar o acesso ao crédito na região.

Iniciativas destacadas

Entre as iniciativas, estão recursos especiais para o Nordeste em linhas de crédito, condições de juros facilitadas e capacitação de bancos parceiros.

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Comprar máquinas e equipamentos através da linha Finame no Nordeste é atualmente mais acessível do que na região Sudeste

Maria Fernanda Coelho

O BNDES também aprovou R$ 53,6 bilhões entre 2023 e 2025, um aumento de 63% em relação ao período de 2019 a 2021, quando o total foi de R$ 32,8 bilhões.

Maria Fernanda ressaltou projetos que envolvem a restauração de aproximadamente 3 mil hectares de caatinga, com investimento de R$ 78 milhões, e o programa Sertão Vivo, que recebeu cerca de R$ 1 bilhão para apoiar 250 mil agricultores em cinco estados.

Quase 50% da agricultura familiar do Brasil está localizada no Nordeste.

Entretanto, a fonte não detalhou a distribuição por estado nem os prazos de execução das operações aprovadas no primeiro trimestre.

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