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economia
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Brasil enfrenta crise de mão de obra em engenharia e construção

Queda nas matriculas e falta de profissionais qualificados preocupam setor.

Gabriel Rodrigues30 de abril de 2026 às 19:55
Brasil enfrenta crise de mão de obra em engenharia e construção

O Brasil está passando por uma grave falta de profissionais qualificados no setor de engenharia e construção, uma situação que se agrava a cada ano. Segundo Carlos Eduardo Lima Jorge, presidente da Comissão de Infraestrutura da CBIC, a escassez de mão de obra já é uma realidade com a qual o país começou a lidar mais intensamente desde 2025.

De 2015 a 2023, o Brasil registrou uma queda de 25% nas matrículas em cursos de engenharia.

Jorge destaca que a realidade é ainda mais crítica em funções específicas, como a de laboratorista de pavimentos, onde a oferta de profissionais é escassa. "Tornou-se uma figura rara no mercado", afirmou à CNN.

Ele também alerta para a necessidade de operadores de máquinas para equipamentos que são mais modernos e automatizados em comparação ao passado. Apesar do investimento recorde de R$ 280 bilhões em infraestrutura, equivalente a 2,3% do PIB, a formação de engenheiros no Brasil não tem acompanhado a demanda.

Investimento em Infraestrutura

Em 2025, o investimento em infraestrutura foi de R$ 280 bilhões, com R$ 4 de cada R$ 5 vindo do setor privado.

O Brasil forma apenas seis engenheiros para cada 100 mil habitantes anualmente, enquanto países como China, EUA e Japão formam 35. A situação é ainda mais alarmante no caso da engenharia civil, com uma redução de 52% nas matrículas entre 2015 e 2023.

Jorge cita a desmotivação das novas gerações, que buscam empregos mais confortáveis e tecnológicos, contrastando com a imagem tradicional da construção civil. Ao mesmo tempo, a mão de obra já disponível está envelhecendo.

Para mitigar esses desafios, o dirigente propõe a criação de parcerias entre entidades como Sesi, Senai e o Ministério do Trabalho para promover a qualificação de técnicos, além de adotar novas tecnologias e buscar a industrialização da construção civil, visando aumentar a produtividade e reduzir a dependência de trabalho manual nos canteiros de obras.

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