Voltar
economia
2 min de leitura

BRB busca R$ 6,6 bilhões para recuperar patrimônio após escândalo

Governo do DF solicita empréstimo, mas enfrenta desafios fiscais

Tiago Abech29 de abril de 2026 às 16:05
BRB busca R$ 6,6 bilhões para recuperar patrimônio após escândalo

O Banco de Brasília (BRB) está em busca de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para reequilibrar seu patrimônio afetado por um escândalo financeiro. O governo do Distrito Federal, acionista majoritário do BRB, formalizou um pedido ao Tesouro Nacional para viabilizar esse financiamento.

O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Cardoso Leal, confirmou que o documento enviado pelo governo distrital está incompleto, o que impede uma avaliação formal do requerimento. A solicitação é parte de um esforço para reduzir o impacto financeiro deixado pelo caso do Banco Master.

O Distrito Federal enfrenta dificuldades para obter garantia da União em seu pedido de empréstimo devido à baixa nota na análise de Capacidade de Pagamento.

Leal indicou que a expectativa de garantia por parte da União é improvável, dado que o Distrito Federal possui nota 'C' em Capacidade de Pagamento. Esta classificação afeta a possibilidade de negociação de empréstimos garantidos pela União, que geralmente exige notas 'A' ou 'B'.

Contexto sobre Capacidade de Pagamento

A Capacidade de Pagamento (Capag) é uma análise fiscal dos estados que desejam realizar novas operações de crédito com garantias federais. Apenas estados com classificações mais elevadas podem contar com a garantia do Tesouro.

Para melhorar sua classificação, o governo do Distrito Federal deve aderir ao Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF), que incentiva a implementação de medidas de ajuste fiscal. Contudo, há uma limitação: a adesão ao PEF não pode ocorrer em 2026, último ano de mandato do atual governo.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia