Documentos internos mostram falhas na comunicação e divergências nas operações de crédito

Relatórios internos do Banco de Brasília (BRB) indicam que o Banco Master não apenas cancelou encontros agendados, mas também não respondeu a cobranças e omitiu esclarecimentos sobre pendências financeiras referentes às carteiras de crédito que foram adquiridas.
Ao longo do ano de 2025, o BRB buscou adquirir 58% das ações do Banco Master por R$ 2 bilhões, porém a transação foi impedida pelo Banco Central, que também decretou a liquidação do banco e prendeu seu proprietário, Daniel Vorcaro.
"Detectamos diversas inconsistências nos repasses e na documentação apresentada pelo Banco Master
✨ Os problemas identificados incluem a falta de entrega de informações essenciais para o cumprimento das obrigações contratuais.
O produto CredCesta é um cartão de benefício consignado destinado a servidores públicos, aposentados e pensionistas, que prevê o desconto das parcelas diretamente na folha de pagamento.
Com base nos documentos, o BRB documentou várias tentativas de resolver as pendências diretamente com o Banco Master, que incluiu o envio de três cartas formais solicitando esclarecimentos.
Durante as visitas, os técnicos do BRB identificaram falhas no controle manual das operações e verificaram que cerca de R$ 15,5 milhões em parcelas estavam sem repasse. O Banco Master reconheceu cerca de R$ 14,5 milhões desse total.
Durante a segunda visita técnica, o BRB descobriu que a maioria das carteiras de crédito adquiridas do Banco Master estava vinculada à Tirreno, uma empresa criada recentemente, e não ao próprio Banco Master, o que complicou a validação das operações.
"As operações não estavam sendo registradas conforme esperado, o que impactou diretamente na rastreabilidade dos contratos
✨ Estima-se que o BRB adquiriu R$ 12 bilhões em carteiras de crédito problemáticas, comprometendo sua segurança financeira.
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Jornalista especializado em Economia

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