Cartão de crédito rotativo chega a quase R$ 400 bilhões no Brasil
O uso do crédito rotativo se torna preocupação para o governo Lula.

O uso do cartão de crédito rotativo no Brasil explodiu após o término da pandemia de Covid-19, alcançando quase R$ 400 bilhões em 2025, conforme relatado pelo Banco Central. Este aumento significativo ressaltou a preocupação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva com o elevado endividamento da população.
✨ Cerca de 101 milhões de brasileiros utilizam cartão de crédito, sendo quase metade da população.
Somente em janeiro de 2026, aproximadamente 40 milhões de brasileiros estavam endividados com esse tipo de crédito, que é caracterizado por suas altas taxas de juros. Os dados apontam uma taxa de inadimplência alarmante de 63,5%, refletindo que mais de R$ 60 a cada R$ 100 emprestados não foram pagos.
Em fevereiro deste ano, a taxa de juros do cartão de crédito rotativo atingiu 436% ao ano, função que deve ser evitada sempre que possível, segundo especialistas. O crédito rotativo é acionado por usuários incapazes de quitar a fatura total dentro do prazo estabelecido e, por isso, recomenda-se que os clientes optem por pagar o valor total mensalmente.
Limitações e Reformas na Indústria de Crédito
Recentemente, o Congresso e o governo impuseram uma limitação ao endividamento do cartão de crédito rotativo, estipulando que o valor da dívida não pode exceder o dobro do montante original. Por exemplo, uma dívida de R$ 100 não pode ultrapassar R$ 200, considerando os juros e encargos.
"As pessoas estão utilizando linhas de crédito emergenciais como parte de sua renda, o que merece uma discussão estrutural
O governo também introduziu o crédito consignado para empregados do setor privado, liberando mais de R$ 80 bilhões em um ano, além de estar em fase de regulamentação o uso do saldo do FGTS como garantia para empréstimos, com a intenção de baixar os juros nos financiamentos.
Contexto da Evolução do Crédito
Historicamente, entre 2012 e 2020, a concessão de crédito rotativo por meio de cartão de crédito não ultrapassava R$ 225 bilhões anuais, com flutuações nas concessões. Entretanto, este cenário mudou drasticamente após a pandemia e a descontinuação do Auxílio Emergencial em 2022, onde os novos empréstimos atingiram novos recordes.
✨ A inflação também pressionou o cenário econômico, com índices elevados superando 10% em 2021 e chegando a 5,8% em 2022.
Atualmente, o governo busca implementar um programa que unifique as dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, permitindo refinanciamentos com descontos significativos, que podem variar entre 30% e até 90%.
"Estamos trabalhando para criar opções mais saudáveis para quem busca crédito
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