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economia
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China avança em autossuficiência e impacta Brasil

Mudanças na estratégia alimentar da China trazem desafios ao agronegócio brasileiro.

Gabriel Azevedo11 de maio de 2026 às 01:00
China avança em autossuficiência e impacta Brasil

Recentemente, a China tem implementado mudanças significativas que afetam diretamente o agronegócio brasileiro. Segundo Larissa Wachholz, especialista em relações asiáticas do Cebri, o país está buscando reduzir sua dependência de importações, como soja e proteínas provenientes do Brasil.

Este movimento está ligado ao 15º Plano Quinquenal da China, que prioriza a autossuficiência alimentar, reconhecendo a fome como uma vulnerabilidade histórica. Com isso, a potência asiática visa um crescimento mais controlado, focando no fortalecimento de seu mercado interno.

A participação das importações no PIB da China caiu de 22% para menos de 18% na última década.

Os esforços da China para garantir a segurança alimentar estão se intensificando, utilizando tecnologia, subsídios e aumento da produção local, fatores que podem pressionar os exportadores brasileiros a longo prazo.

Atualmente, o Brasil representa 25% de todas as importações chinesas do agronegócio. Apesar de a relação bilateral parecer estável no curto prazo, surgem desafios estratégicos: como o Brasil deve se adaptar a uma China que, embora continue a investir, busca diminuir sua dependência externa?

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É fundamental que o Brasil amplie seus parceiros comerciais e acompanhe possíveis acordos entre Estados Unidos e China para não ficar vulnerável

Larissa Wachholz.

Contexto

Os analistas apontam que a atual estratégia da China poderá impactar significativamente as exportações brasileiras, especialmente no setor agrícola.

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