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economia
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Governo apresenta 'Novo Desenrola Brasil' para reduzir dívidas

Iniciativa busca aliviar o endividamento elevado da população brasileira

Mariana Souza04 de maio de 2026 às 11:15
Governo apresenta 'Novo Desenrola Brasil' para reduzir dívidas

O governo federal revelou nesta segunda-feira (4) o 'Novo Desenrola Brasil', um conjunto de ações destinado a mitigar o nível de endividamento da população, que se encontra em patamares historicamente altos.

Uma das principais medidas inclui a liberação de até 20% do saldo disponível do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para que os trabalhadores possam pagar suas dívidas. A expectativa é que essa ação beneficie milhões de brasileiros, permitindo que sejam injetados bilhões de reais na economia.

Regras e limitações do novo programa

Para assegurar que os recursos do FGTS sejam utilizados efetivamente para quitar débitos, a Caixa Econômica Federal terá a responsabilidade de transferir os valores diretamente para o banco em que o trabalhador possui as dívidas. As renegociações poderão incluir dívidas do cartão de crédito, cheques especiais, créditos pessoais e do Fundo de Financiamento Estudantil (FIES), conforme anunciou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os juros nas renegociações serão limitados a 1,99% ao mês, com descontos entre 30% a 90% no valor das dívidas.

Além disso, o programa impõe a condição de que aqueles que renegociarem suas dívidas não poderão participar de apostas em jogos online por um período de um ano.

Cenário atual do endividamento

Dados divulgados pelo Banco Central indicam que os níveis de endividamento estão acima da média histórica. O governo enfrenta este desafio num período eleitoral, visando aliviar a pressão sobre a renda dos trabalhadores causada pelo crescente endividamento. Os relatórios evidenciam que a proporção da renda destinada ao pagamento das dívidas atingiu um recorde no quarto trimestre de 2025.

Contexto econômico

Quatro choques financeiros, incluindo a pandemia de Covid-19 e a guerra na Ucrânia, foram apontados como responsáveis por impulsionar a inflação e corroer a renda dos brasileiros nos últimos anos.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, advertiu que, apesar dos juros altos, os preços continuam a subir, forçando muitos trabalhadores a recorrerem a empréstimos para complementar sua renda, o que muitas vezes resulta em uso excessivo de crédito rotativo, cujas taxas são bastante elevadas.

Resultados do primeiro programa Desenrola

A primeira edição do programa Desenrola, lançada em 2023, ajudou a renunciar R$ 53,2 bilhões de dívidas de 15 milhões de brasileiros, impactando positivamente a taxa de inadimplência. A medida inicial retirou 10 milhões de registros de dívidas de até R$ 100, representando aproximadamente R$ 1 bilhão em débitos.

A segunda faixa do programa permitiu que pessoas com renda mensal de até R$ 20 mil renegociassem dívidas, resultando na recuperação de R$ 25,7 bilhões em débitos. Os descontos oferecidos foram de até 90% para pagamentos à vista e cerca de 85% para aqueles parcelados.

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