China prioriza inteligência artificial em nova estratégia econômica
Liderança em tecnologia impacta comércio e investimentos globais

A crescente competição tecnológica global tem se tornado uma prioridade nas políticas econômicas das grandes nações, impactando diretamente cadeias produtivas e o comércio internacional.
Durante um webinar do Conselho Empresarial Brasil-China, foi revelado que a inteligência artificial tornou-se uma das principais pautas do novo plano quinquenal da China para 2026-2030.
O economista David Daokui Li ressaltou que os avanços tecnológicos agora superam, em prioridade, o estímulo à demanda interna, refletindo preocupações com segurança nacional e a afirmação da competitividade no cenário global.
✨ A modernização industrial e o fortalecimento do consumo interno são eixos cruciais na nova estratégia econômica da China.
A China está em transição de um modelo centrado em investimentos e exportações para um que prioriza inovação e consumo, mesmo que isso resulte em taxas de crescimento mais moderadas.
Esse reposicionamento não é uma tentativa de isolamento, mas sim um esforço para aumentar a autossuficiência tecnológica enquanto se mantém integrada às cadeias de produção globais.
Setores de indústrias emergentes, como tecnologia quântica, hidrogênio, robótica e comunicação avançada, ganham destaque nesse novo cenário.
Além disso, o consumo está se transformando, impulsionado por uma classe média extensa e exigente, o que abre novas oportunidades para empresas estrangeiras.
Para o Brasil, essa dinâmica implica na necessidade de diversificar sua atuação, ampliando seu foco além das commodities e investindo em produtos de maior valor agregado.
"À medida que a China muda suas diretrizes econômicas, surgem novas demandas que podem afetar a necessidade de commodities, mas também criam oportunidades em setores mais sofisticados.”
Neste contexto, é essencial que o Brasil redefina sua estratégia e busque captar um valor maior dentro dessa relação.
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