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economia
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China se torna fornecedora no mercado global de proteínas

Mudança significativa nas dinâmicas de comércio internacional de carnes

Ricardo Alves05 de maio de 2026 às 08:15
China se torna fornecedora no mercado global de proteínas

O mercado global de proteínas está passando por uma transformação marcante, com a China emergindo não apenas como um grande consumidor, mas também como um potencial fornecedor. Essa análise é feita por Nivio Domingues, fundador e diretor da Samba Export Brazil Origin Commodities, que observa as novas dinâmicas no comércio internacional.

Historicamente, a relação de comércio entre Brasil e China era caracterizada pela importação de produtos brasileiros. Contudo, mudanças recentes na produção chinesa, influenciadas por surtos sanitários como a peste suína africana e a gripe aviária, provocaram uma queda na oferta, seguida por uma recuperação significativa.

Na carne suína, a produção da China caiu para 36,3 milhões de toneladas em 2020 e deve atingir 59,5 milhões em 2026, diminuindo drasticamente as importações.

As importações de carne suína, que eram de 5,3 milhões de toneladas em 2020, agora deverão ficar abaixo de 1 milhão. Em contrapartida, as exportações podem alcançar 145 mil toneladas. Em 2020, aproximadamente 55% das importações chinesas foram provenientes do Brasil.

A produção de frango na China também apresenta um crescimento notável, passando de 14,6 milhões de toneladas em 2020 para 17,3 milhões em 2026, impulsionada por subsídios e uma maior disponibilidade de ração, levando o país a fazer a transição de importador para exportador, com exportações previstas em 1,4 milhão de toneladas.

O Brasil permanece um ator relevante neste cenário, prevendo-se uma produção total de 33,1 milhões de toneladas de carnes bovina, suína e de frango, equivalente a cerca de 11% da produção global. Nas exportações, espera-se que o país embarque 11,3 milhões de toneladas, detendo 29% do comércio mundial das carnes.

Em relação à carne bovina, a China ainda depende das importações, com uma produção total de 7,6 milhões de toneladas e um consumo que alcança 10,8 milhões. As importações estão previstas em 3,2 milhões de toneladas, um volume inferior em 13% em comparação a 2025, devido a cotas impostas para proteção do mercado interno.

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