Voltar
economia
2 min de leitura

Confiança no setor de serviços cai a seu menor nível desde 2025

Queda consecutiva de três meses é impulsionada por endividamento e incertezas externas.

Giovani Ferreira29 de abril de 2026 às 11:20
Confiança no setor de serviços cai a seu menor nível desde 2025

A confiança no setor de serviços no Brasil recuou em abril, alcançando 87,8 pontos, o menor índice desde agosto de 2025, conforme dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira, 28.

A queda do Índice de Confiança de Serviços (ICS) foi de 0,6 ponto em abril.

Esse resultado reflete uma avaliação negativa tanto sobre a situação atual quanto sobre as expectativas futuras. Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE, aponta que "o endividamento histórico das famílias e as altas taxas de juros têm impactado negativamente a confiança, além do cenário global instável com o conflito no Oriente Médio que pressiona a inflação e adia possíveis alívios monetários".

Componentes do Índice de Confiança

O Índice de Situação Atual (ISA-S), que mensura a percepção sobre o presente no setor de serviços, caiu 0,4 ponto, atingindo 92,1 pontos. Em paralelo, o Índice de Expectativas (IE-S), que reflete as previsões para os próximos meses, sofreu uma queda de 0,7 ponto, ficando em 83,7 pontos.

"

A deterioração observada em abril nos dois componentes do ICS sugere que a situação adversa pode começar a impactar a atividade do setor de forma mais contundente

Rodolpho Tobler.

O Banco Central anunciará sua decisão sobre a taxa Selic nesta quarta-feira, 29.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve declarar uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, que atualmente está em 14,75%. O BC permanece cauteloso devido ao conflito entre Estados Unidos e Irã, que tem gerado uma alta nos preços do petróleo devido ao fechamento do Estreito de Ormuz.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia