Araghchi se reúne com Putin e critica EUA por fracasso nas negociações
Ministro iraniano chega à Rússia após dificultadas negociações com EUA

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, chegou a São Petersburgo nesta segunda-feira, 27, para se encontrar com o presidente russo Vladimir Putin. Essa reunião ocorre após Araghchi apontar os Estados Unidos como responsáveis pelos insucessos nas recentes conversas de paz no Paquistão.
Cerca de três semanas após o cessar-fogo que encerrou mais de 40 dias de confrontos entre Irã e Israel, os quais contam com suporte dos EUA, a Rússia permanece como um aliado significativo da República Islâmica. Durante suas declarações, Araghchi enfatizou a ineficácia da abordagem norte-americana, que ele acredita obstruiu a última rodada de negociações, apesar de progressos iniciais.
✨ O ministro disse que as exigências excessivas dos EUA impediram avanços nas negociações.
O chanceler iraniano também ressaltou a importância global da segurança no Estreito de Ormuz, o qual o Irã anunciou manter fechado como resposta ao bloqueio norte-americano em seus portos. Antes de sua ida à Rússia, Araghchi se reuniu em Omã e Islamabad, onde as conversas com os EUA eram esperadas, além de ter dialogado por telefone com o ministro turco Hakan Fidan.
Em meio a uma escalada de tensões, o presidente Donald Trump descartou a viagem de emissários a Islamabad. No entanto, informações indicam que o Irã enviou propostas através do Paquistão, estabelecendo suas demandas essenciais, incluindo questões nucleares e a situação do Estreito de Ormuz.
Contexto
As tensões entre Irã e EUA aumentaram desde a retomada de um conflito indireto, e a previsão da retomada de negociações é incerta.
Enquanto isso, a trégua em conflito com Israel permanece ativa, mas seu efeito sobre o cenário econômico mundial é notório. Em uma reunião anterior no Paquistão, Araghchi discutiu a segurança marítima no Estreito de Ormuz como uma prioridade não só para o Irã, mas para a comunidade internacional.
Conflitos no Líbano
Em paralelo, Israel e o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, se acusam mutuamente de violar a frágil trégua no Líbano. Recentes ataques israelenses resultaram em 14 mortes no sul do país, incluindo crianças, evidenciando a escalada das tensões na região.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou que seu Exército age de forma decidida contra o Hezbollah, enquanto a organização libanesa retaliará quaisquer violações. O governo libanês confirmou as mortes e ferimentos envolvendo civis, reforçando a gravidade da situação.
✨ Netanyahu destacou que Israel se reserva o direito de agir contra ameaças emergentes na região.
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