IATA prevê demora na recuperação do fornecimento de combustível.

Apesar da reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã, a IATA alerta que os custos do combustível de aviação continuarão elevados por algum tempo devido à deterioração da capacidade de refino na região.
Willie Walsh, diretor-geral da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), destacou que a recuperação no fornecimento exigirá meses, mesmo com a reabertura do estreito, que é crucial para as operações do setor.
✨ Os gastos com combustível representam aproximadamente 27% das despesas operacionais das companhias aéreas.
O fechamento anterior do Estreito de Ormuz causou sérias interrupções nas operações aéreas mundiais, levando a um aumento significativo nos preços do combustível de aviação. Contudo, com a possibilidade de um cessar-fogo, as ações das companhias aéreas experimentaram um crescimento considerável em resposta.
Walsh ressaltou que, se o estreito permanecer aberto, levará tempo para restabelecer o fornecimento ao nível necessário, ao contrário de comparações com a pandemia de COVID-19, que resultou em uma queda de 95% na capacidade de viagens.
As ações de diversas companhias aéreas, incluindo as da Qantas Airways e da Air New Zealand, experimentaram um aumento considerável, refletindo a esperança depositada na estabilidade do fornecimento de combustível.
No entanto, a indústria ainda busca equilibrar a demanda e os custos, especialmente em face do aumento significativo nos preços do combustível desde o início do conflito com o Irã.
As margens de refino, ou "crack spread", referem-se à diferença entre o custo do petróleo bruto e o preço dos produtos refinados, que têm se mostrado favoráveis para as refinarias.
Com a reabertura possível do estreito, Walsh observa que o aumento na produção de combustíveis refinados por países como Índia e Nigéria pode ajudar a aliviar a pressão no médio prazo.
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