Voltar
economia
2 min de leitura

Custos de combustível aéreo permanecem altos, apesar da reabertura do Estreito de Ormuz

IATA prevê demora na recuperação do fornecimento de combustível.

Camila Souza Ramos08 de abril de 2026 às 09:45
Custos de combustível aéreo permanecem altos, apesar da reabertura do Estreito de Ormuz

Apesar da reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã, a IATA alerta que os custos do combustível de aviação continuarão elevados por algum tempo devido à deterioração da capacidade de refino na região.

Willie Walsh, diretor-geral da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), destacou que a recuperação no fornecimento exigirá meses, mesmo com a reabertura do estreito, que é crucial para as operações do setor.

Os gastos com combustível representam aproximadamente 27% das despesas operacionais das companhias aéreas.

O fechamento anterior do Estreito de Ormuz causou sérias interrupções nas operações aéreas mundiais, levando a um aumento significativo nos preços do combustível de aviação. Contudo, com a possibilidade de um cessar-fogo, as ações das companhias aéreas experimentaram um crescimento considerável em resposta.

Walsh ressaltou que, se o estreito permanecer aberto, levará tempo para restabelecer o fornecimento ao nível necessário, ao contrário de comparações com a pandemia de COVID-19, que resultou em uma queda de 95% na capacidade de viagens.

Impacto no mercado das companhias aéreas

As ações de diversas companhias aéreas, incluindo as da Qantas Airways e da Air New Zealand, experimentaram um aumento considerável, refletindo a esperança depositada na estabilidade do fornecimento de combustível.

No entanto, a indústria ainda busca equilibrar a demanda e os custos, especialmente em face do aumento significativo nos preços do combustível desde o início do conflito com o Irã.

Contexto

As margens de refino, ou "crack spread", referem-se à diferença entre o custo do petróleo bruto e o preço dos produtos refinados, que têm se mostrado favoráveis para as refinarias.

Com a reabertura possível do estreito, Walsh observa que o aumento na produção de combustíveis refinados por países como Índia e Nigéria pode ajudar a aliviar a pressão no médio prazo.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia