Dólar opera em baixa enquanto petróleo influencia mercado financeiro
Desvalorização da moeda e recuo nos rendimentos de Treasuries marcam o dia

Na manhã desta quarta-feira (20), o dólar à vista estava em descenso, seguindo a tendência de queda da moeda americana no exterior e a diminuição dos rendimentos dos Treasuries.
Às 9h41, o valor da moeda se encontrava em R$ 5,0361, com uma ligeira baixa de 0,09%, após atingir uma mínima de R$ 5,0256.
✨ A desaceleração nos preços do petróleo por dois dias consecutivos e a reabertura parcial do Estreito de Ormuz também impactaram o mercado.
Essa queda nos preços do petróleo ajudou a reduzir a aversão ao risco e, ao mesmo tempo, limitou a possibilidade de uma valorização adicional do real, uma vez que a commodity é crucial nas contas externas do Brasil e nos termos de troca.
Monitoramento da Inflação
No cenário interno, a atenção estava voltada para os últimos dados sobre a inflação. De acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV), o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) apresentou um aumento de 0,86% na segunda prévia de maio, superando a taxa anterior de 0,27%, mas abaixo da alta de 2,64% registrada na mesma prévia do mês anterior.
Ademais, fatores políticos e fiscais também influenciaram o clima do mercado, levando os investidores a adotar uma postura mais prudente.
✨ Os direitos previdenciários e as recentes declarações do ministro da Previdência sobre a fila do INSS também foram levados em conta.
Impacto no Agronegócio
Para o setor do agronegócio, a valorização do real pode diminuir a receita em moeda nacional de exportadores, embora alivie os custos com insumos que são cotados em dólar, como fertilizantes e equipamentos.
Além disso, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou um novo protocolo sanitário que permitirá a exportação de miúdos suínos brasileiros para a China, ampliando o acesso ao mercado asiático e diversificando o portfólio exportador do Brasil na cadeia de proteínas.
As flutuações da taxa de câmbio ao longo do dia provavelmente continuarão a ser influenciadas por fatores externos como juros nos EUA, comportamento do petróleo, e o fluxo internacional de capital para ativos de risco, além de uma análise interna da inflação e da política econômica.
No entanto, ainda faltam dados técnicos que indiquem uma tendência de longo prazo para o câmbio.
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