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economia
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Copom avalia juros com incertezas pós-guerra no Oriente Médio

Diretor Paulo Picchetti destaca que cenário permanece desafiador

Camila Souza Ramos29 de abril de 2026 às 03:50
Copom avalia juros com incertezas pós-guerra no Oriente Médio

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira (29) para decidir sobre a taxa de juros, em meio a um cenário econômico marcado pela incerteza desde o início da guerra no Oriente Médio.

Na atual conjuntura, mais de 90% dos investidores na B3 esperam uma redução de 0,25 ponto percentual, levando a Selic para 14,5% ao ano. Antes da eclosão do conflito, as expectativas eram diferentes, com 60% do mercado prevendo um corte mais robusto de 0,5 ponto.

As expectativas do mercado mudaram significativamente desde o início do conflito, refletindo na estratégia de juros.

Paulo Picchetti, diretor de Assuntos Internacionais do BC, reconheceu que a situação macroeconômica continua repleta de incertezas. 'As coisas definitivamente não melhoraram desde a reunião de março', afirmou, sugerindo que o ambiente atual ainda traz desafios consideráveis.

Revisão das Expectativas de Juros

Após a guerra, o mercado teve que recalcular suas previsões. Em 27 de fevereiro, antes do conflito, 66% dos investidores esperavam um corte de 0,5 ponto, enquanto hoje a maioria acredita em uma redução mais modesta de 0,25 ponto. Apenas 3% preveem uma manutenção das taxas.

Contexto

Os contratos de opções do Copom permitem que os investidores especulem sobre a variação da taxa Selic, refletindo as expectativas do mercado sobre decisões futuras do Banco Central.

Além das opções de Copom, o boletim Focus também indica uma perspectiva de elevação nas expectativas da Selic. Antes da guerra, a taxa esperada para esta reunião era de 14%, com cortes de 0,5 ponto já esperados, uma previsão que não se concretizou devido aos acontecimentos globais recentes.

Embora muitos investidores acreditem que haja espaço para cortes nos juros ao longo do ano, as expectativas de uma redução maior têm se deteriorado, levando a uma visão de que a taxa básica pode permanecer em um patamar superior ao imaginado anteriormente.

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