Dólar sobe acompanhando alta do petróleo e tensão geopolítica
Mercado observa relatório fiscal e pesquisas eleitorais

O dólar apresentava uma tendência de alta nesta sexta-feira (22), impulsionado pela valorização da moeda americana no exterior e pela recuperação dos preços do petróleo, que vinham de três dias consecutivos de queda.
Além disso, a alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos também impactou o cenário. No Brasil, investidores estavam atentos à divulgação do relatório bimestral de receitas e despesas, programado para as 15h, bem como a novas sondagens eleitorais.
✨ A tensão geopolítica é reforçada pela falta de acordo entre Estados Unidos e Irã, mantendo os mercados em alerta.
A Guarda Revolucionária do Irã anunciou que garantiu a passagem de 35 embarcações comerciais pelo estratégico Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, um ponto crucial para o transporte global de petróleo. Essa recuperação dos preços do petróleo, por sua vez, contribui para sustentar a cotação do dólar em níveis elevados.
Esforços diplomáticos do Paquistão para resolver as tensões entre Irã, Estados Unidos e Israel também estão em foco, mas a situação continua instável, especialmente na região do estreito, que é vital para o fluxo de energia internacional.
No Brasil, a expectativa em torno do relatório da União é que ele revele o cumprimento das metas fiscais e indique a necessidade de bloqueios financeiros ou contingenciamento de despesas. Ao mesmo tempo, novas pesquisas eleitorais, como a divulgada pela Apex/Futura, mostraram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderando tanto em cenários de primeiro quanto de segundo turnos.
Para o agronegócio, a oscilação do câmbio tem um impacto direto nos preços de exportação e nos custos relacionados ao mercado externo, incluindo fertilizantes, defensivos e fretes. A alta no preço do petróleo também é monitorada atentamente, uma vez que pode afetar o diesel, a logística e outras despesas operacionais nas cadeias produtivas.
O comportamento do câmbio ao longo do dia dependerá da interpretação do mercado sobre o quadro fiscal nacional e dos riscos geopolíticos observados no exterior. Sem a indicação específica da cotação do dólar e de previsões de fechamento, não é possível realizar uma projeção precisa, além da expectativa de manutenção da volatilidade no curto prazo.
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