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economia
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Dólar sobe e atinge R$ 5,0609, maior alta desde 19 de abril

Mercado reage a fatores globais e locais, incluindo queda do petróleo

Acro Rodrigues27 de maio de 2026 às 18:15
Dólar sobe e atinge R$ 5,0609, maior alta desde 19 de abril

Nesta quarta-feira (27), o dólar à vista encerrou sua jornada em alta de 0,67%, cotado a R$ 5,0609. Este é o maior valor de fechamento desde o dia 19 de abril, refletindo um ambiente de valorização da moeda americana no cenário internacional.

Esse aumento no valor do dólar foi impulsionado por diversos fatores, como a queda nos preços do petróleo e o crescimento da cautela entre os investidores devido à instabilidade nos cenários interno e externo. Em termos mensais, a moeda acumulou uma valorização de 2,18%.

O preço do dólar atingiu uma máxima de R$ 5,0709 durante o dia.

No acumulado deste ano, o dólar já apresenta uma desvalorização de 7,80% em relação ao real, após ter chegado a cair mais de 10%, quando a cotação ficou abaixo de R$ 4,90. Fatores como os avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã, que poderiam facilitar o comércio pelo Estreito de Ormuz, foram determinantes para o comportamento do mercado.

Os preços do petróleo também sofreram impacto, com o contrato do Brent para agosto apresentando uma queda de 4,57% e fechando a US$ 92,25 por barril. Analistas apontam que a conjunção de condições, como a redução do fluxo de investimentos para mercados emergentes e os ajustes típicos do fim do mês, foram cruciais para a pressão sobre a moeda brasileira.

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A perda de força da moeda brasileira coincide com um cenário de diminuição de fluxos para mercados emergentes

William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue.

Contexto Econômico

Os analistas também observam que a demanda por proteção cambial e as rolagens de posições são influências significativas observadas neste período. Além disso, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar diante de uma cesta de seis moedas fortes, operou de forma estável acima dos 99,100 pontos pela tarde.

Investidores devem estar atentos a novos dados que serão divulgados na quinta-feira (28), incluindo a segunda revisão do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos para o primeiro trimestre e o índice de preços de gastos com consumo (PCE) de abril.

A flutuação do câmbio influencia diretamente a formação de preços de exportação de produtos agrícolas, como soja, milho, café e açúcar, além de impactar custos de insumos atrelados ao mercado internacional.

No curto prazo, a tendência do câmbio permanecerá suscetível a desenvolvimentos no Oriente Médio e a indicadores de inflação e atividade econômica dos Estados Unidos.

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