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Moeda americana encerrou a sessão de sexta-feira (21/08/2026) com recuo; mercado monitorou queda dos Treasuries e maior apetite por risco local.

✨ O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira (21/08/2026) cotado a R$ 5,14 (venda), recuando cerca de 0,9% na sessão.
A cotação do dólar comercial apresentou queda ao final do pregão de sexta-feira, com a moeda sendo negociada por volta de R$ 5,14 na venda ao público no fechamento da B3. O movimento acompanhou o quadro externo de enfraquecimento do dólar e um maior apetite por risco, que beneficiou ativos domésticos.
Entre os fatores que influenciaram o recuo da moeda americana estiveram a desvalorização do dólar no exterior, em meio à queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, e o bom desempenho do mercado acionário local, que elevou a demanda por reais. No Brasil, a combinação de notícias de curto prazo sobre o ambiente eleitoral e fluxos de capitais também ajudou a pressionar o câmbio para baixo durante a sessão.
Quando os juros dos títulos do Tesouro dos EUA caem, ativos denominados em dólares tendem a ficar menos atraentes para investidores globais, reduzindo a demanda pela moeda americana. Isso pode enfraquecer o dólar globalmente e favorecer moedas de mercados emergentes, como o real.
No intradiário, o câmbio chegou a tocar cerca de R$ 5,13 por dólar antes de fechar em torno de R$ 5,14. A queda coincidiu com alta do Ibovespa, que refletiu melhor sentimento de investidores em relação a ativos de maior risco.
A continuidade do movimento dependerá da evolução do cenário externo (principalmente dos juros nos EUA) e do fluxo local de capitais. Pequenas oscilações intradiárias não costumam alterar preços de bens imediatamente, mas uma tendência persistente no câmbio reverbera em preços de importados, tarifas de viagens e custos de insumos para empresas.
O dólar comercial é a referência usada por bancos e empresas e serve ao mercado financeiro, importações e exportações. Já o dólar turismo é o valor cobrado ao consumidor em casas de câmbio e cartões, normalmente com spread e IOF, portanto mais caro que o comercial.
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