Dólar comercial encerrou a sessão anterior em alta e investidores acompanham nesta quarta-feira a ata do Federal Reserve, juros globais e tensões no Oriente Médio.

A cotação do dólar volta ao centro das atenções nesta quarta-feira, 19 de agosto de 2026, depois de a moeda norte-americana encerrar a sessão anterior em alta frente ao real. O mercado acompanha principalmente o cenário internacional, a trajetória dos juros e novas indicações sobre a política monetária dos Estados Unidos.
✨ Na terça-feira (18), o dólar à vista fechou em alta de 0,44%, cotado a R$ 5,2229 na venda.
Fechamento de 18/08/2026: dólar à vista a R$ 5,2229 na venda, com valorização de 0,44%. Dólar comercial informado no fechamento: aproximadamente R$ 5,221 na compra e R$ 5,222 na venda.
Depois de recuar na segunda-feira, o dólar retomou o movimento de alta na terça. A moeda terminou o pregão próxima de R$ 5,22, refletindo um ambiente de maior cautela entre investidores e aumento da procura por ativos considerados mais defensivos.
O movimento ocorreu em meio ao aumento das tensões geopolíticas, valorização do petróleo e preocupação com os juros de longo prazo nas principais economias. Esses fatores podem fortalecer globalmente a moeda norte-americana e pressionar moedas de países emergentes, como o real.
Um dos principais acontecimentos desta quarta-feira será a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve. O documento pode oferecer novas pistas sobre como os integrantes do banco central norte-americano avaliam inflação, atividade econômica e os próximos passos para os juros.
✨ A ata do Federal Reserve está entre os eventos com maior potencial para provocar volatilidade no dólar nesta quarta-feira.
Juros elevados nos Estados Unidos tornam os títulos norte-americanos mais atraentes para investidores internacionais. Quando cresce a procura por esses ativos, recursos podem deixar mercados emergentes, aumentando a demanda por dólares e pressionando moedas como o real.
Por outro lado, sinais de uma política monetária menos restritiva podem reduzir parte dessa pressão. Por isso, qualquer mudança nas expectativas para o Federal Reserve costuma produzir reação rápida no mercado de câmbio.
O cenário geopolítico também permanece como um fator importante. As tensões no Oriente Médio mantêm os preços do petróleo elevados e aumentam a preocupação dos investidores com inflação e crescimento global.
Em períodos de maior aversão ao risco, o dólar costuma receber maior procura internacional. Isso significa que uma piora significativa no ambiente geopolítico pode adicionar pressão de alta à moeda, enquanto uma redução das tensões tende a favorecer ativos de maior risco.
No Brasil, investidores continuam atentos ao fluxo de capital estrangeiro, às expectativas fiscais, à atividade econômica e às perspectivas para os juros. A combinação desses elementos determina quanto capital internacional permanece ou entra no mercado brasileiro.
✨ O comportamento do dólar depende de uma combinação de fatores externos e domésticos, e não apenas das decisões tomadas nos Estados Unidos.
O cenário sugere que a volatilidade pode continuar elevada no curto prazo. A região próxima de R$ 5,20 voltou a ganhar importância depois das oscilações registradas nas últimas sessões, enquanto investidores aguardam novos sinais capazes de definir uma direção mais consistente para o câmbio.
Uma leitura mais dura da ata do Fed, acompanhada de manutenção dos juros globais em níveis elevados, pode favorecer o fortalecimento do dólar. No sentido contrário, uma percepção de menor pressão inflacionária ou melhora do apetite por risco internacional pode oferecer espaço para valorização do real.
A cotação utilizada como referência pelo mercado financeiro é diferente daquela encontrada por consumidores em casas de câmbio, bancos e cartões internacionais. O dólar turismo normalmente apresenta valor maior porque incorpora custos operacionais, impostos e margens das instituições.
Os valores do câmbio mudam durante o pregão. A cotação apresentada como referência nesta matéria corresponde ao fechamento da sessão anterior e pode ser diferente do preço encontrado em bancos, corretoras, cartões e casas de câmbio.
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