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economia
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Endividamento cresce em São Paulo com inflação alta

Relatório indica aumento no número de famílias endividadas na capital

Tiago Abech15 de maio de 2026 às 14:05
Endividamento cresce em São Paulo com inflação alta

A proporção de lares endividados em São Paulo aumentou de 71,1% em março para 72,9% em abril, conforme estudo divulgado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Este é o nível mais elevado registrado nos últimos três anos, superando os 70,2% observados no mesmo mês do ano passado.

Atualmente, 3,28 milhões de famílias paulistanas enfrentam algum tipo de dívida. O crescimento do endividamento é atribuído à pressão inflacionária que afeta o orçamento das famílias, especialmente em relação aos preços de alimentos e combustíveis. Como resultado, muitos consumidores têm buscado crédito para atender suas despesas diárias.

O cartão de crédito continua sendo a principal forma de endividamento, afetando 79,6% dos entrevistados.

A pesquisa também revelou uma leve diminuição no comprometimento da renda com dívidas, de 26,7% em março para 26,5% em abril. Isso aponta para uma tendência de utilização do crédito em prazos mais curtos, que, segundo a FecomercioSP, tende a ser direcionado a gastos imediatos, como alimentação e contas essenciais.

Além disso, a inadimplência aumentou, com 946 mil famílias na capital com contas em atraso em abril, representando 21% do total, um leve crescimento em relação aos 20,9% do mês anterior. A proporção de lares que afirmam não conseguir quitar suas dívidas também subiu, passando de 8,9% para 9,1%.

Contexto da Pesquisa

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor é realizada mensalmente pela FecomercioSP desde fevereiro de 2004, com cerca de 2,2 mil entrevistas realizadas entre consumidores na capital paulista.

Esses dados refletem a continuidade da pressão financeira sobre as famílias de São Paulo, caracterizada pelo aumento do uso de crédito de curto prazo e um gradual crescimento na inadimplência. A evolução dos preços ao consumidor e as condições de renda serão determinantes para a movimentação desses indicadores nos próximos meses.

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