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FMI alerta sobre impacto da guerra no Oriente Médio na economia global

Instituição aponta necessidade de apoio focalizado e favorece ajustes de preços

Gabriel Rodrigues15 de abril de 2026 às 12:00
FMI alerta sobre impacto da guerra no Oriente Médio na economia global

O Fundo Monetário Internacional (FMI) emitiu um comunicado nesta quarta-feira (15) que destaca a urgência de um suporte mais focado à população global, à luz da crescente tensão no Oriente Médio. A entidade alertou sobre o impacto significativo que a guerra está exercendo nas perspectivas econômicas mundiais.

Rodrigo Valdes, o novo diretor de assuntos fiscais do FMI, enfatizou a importância de evitar subsídios aos combustíveis que poderiam mascarar o aumento real no preço da energia. Em entrevista à Reuters, ele sugeriu que transferências de dinheiro temporárias e direcionadas poderiam ser uma solução mais eficiente para lidar com os desafios de escassez.

"

Não temos petróleo. Não temos energia. A energia precisa ser mais cara para todos, para que o ajuste aconteça e consumamos menos

Rodrigo Valdes.

A dívida pública global alcançou 93,9% do PIB em 2025, um aumento em relação a 92% no ano anterior.

O FMI também revisou suas previsões de crescimento global, que foram impactadas pelas flutuações nos preços da energia e pelas interrupções no fornecimento devido ao conflito. Se a situação se agravar e os preços do petróleo permanecem elevados, a economia pode enfrentar recessão.

Valdes ressaltou que um choque global exige transparência nos preços, de modo que a demanda possa se ajustar adequadamente. O impulsionamento dos controles de exportação e a infraestrutura comprometida também influenciam a avaliação do impacto da guerra nas economias.

Cenário Fiscal Global

O relatório do FMI projeta que a dívida pública mundial poderá chegar a 102,3% do PIB até 2031, enquanto os pagamentos de juros escalarão para quase 3% do PIB em 2025.

Valdes concluiu enfatizando a necessidade de uma abordagem a longo prazo, a fim de mitigar os riscos fiscais, já que o aumento nos gastos públicos e na dívida pública continua sendo uma preocupação em várias economias importantes.

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