Organização avalia progresso fiscal, mas pede medidas mais ousadas

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reconhece os avanços do Brasil na melhoria de seu quadro fiscal, mas sugere um compromisso ainda maior para garantir a estabilidade da dívida pública. A entidade reclamou que o governo deve direcionar uma parte da arrecadação extra gerada pela alta dos preços do petróleo para economias.
Essa avaliação faz parte da conclusão da missão do FMI, que ocorreu entre 18 e 29 de maio, e envolveu discussões com autoridades brasileiras durante a Consulta do Artigo IV.
"As autoridades tomaram medidas para melhorar a posição fiscal. Reformas fiscais significativas são necessárias para colocar a dívida pública em uma trajetória firmemente descendente
Entre as recomendações do FMI, ressalta-se a importância de reservar receitas extraordinárias provenientes do petróleo, enquanto se oferece apoio temporário e focado. A organização alertou que isso ajudaria a aumentar a credibilidade fiscal, diminuir os custos de financiamento e criar espaço para investimentos prioritários.
✨ O cenário externo surge como um risco adicional, com a possibilidade de um ambiente mais difícil, mas o Brasil se mostra relativamente protegido devido à sua condição de exportador líquido e à matriz elétrica diversificada.
O FMI também abordou a saúde do sistema financeiro brasileiro, que, de acordo com o Programa de Avaliação do Setor Financeiro (FSAP), segue robusto e bem capitalizado. No entanto, a equipe insistiu na necessidade de vigilância contínua, especialmente em relação ao crédito às famílias.
Por fim, o FMI enfatizou a importância de reformas estruturais e a agenda ecológica, que, segundo a entidade, são essenciais para o aumento do potencial de crescimento do Brasil. Essas iniciativas devem continuar, visando melhorar o ambiente de negócios e promover um crescimento econômico inclusivo.
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Jornalista especializado em economia

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